Obras na Marginal de Cascais só devem estar concluídas no fim de semana

Trânsito vai manter-se condicionado na zona entre São Pedro do Estoril e a Parede. Depois da intervenção de emergência, Câmara Municipal espera que as obras estruturais no local comecem no próximo ano.

A Câmara Municipal de Cascais vai pagar 150 mil euros por uma intervenção de urgência no muro de contenção ao mar, na Avenida Marginal. O autarca Carlos Carreiras prevê que a obra comece esta quarta-feira e que deva terminar entre sábado e domingo.

A circulação rodoviária na via da direita da Avenida Marginal no sentido Cascais-Lisboa esteve encerrada, esta segunda-feira, entre a rotunda de S. Pedro do Estoril e o cruzamento da Parede, devido à degradação da muralha da orla costeira, que decorre da abrasão marítima.

Em comunicado, a Infraestruturas de Portugal (IP) sublinha que "esta muralha não suporta diretamente a Estrada Marginal, cuja plataforma rodoviária assenta num maciço rochoso calcário que mantém a sua integridade".

A Câmara de Cascais decidiu encerrar ao trânsito a via mais à direita da Marginal durante mais 24 horas. A medida é justificada por um risco objetivo para a segurança das pessoas que circulam na estrada, dada a degradação do muro que a separa do mar.

O presidente da câmara esteve esta manhã no local, onde garantiu que a autarquia não irá esperar mais para arrancar com a obra e irá acarretar as despesas de 150 mil euros para a intervenção de emergência.

"A Infraestruturas de Portugal e a Agência Portuguesa do Ambiente estavam em dúvida sobre qual das duas teria de ser responsável pela intervenção - já que parte está em domínio marítimo, pelo que seria a Agência Portuguesa do Ambiente, mas a muralha é de contenção à própria Marginal, e aí será a Infraestruturas de Portugal. Nós não vamos estar nesse tipo de discussão e, por isso, decidimos avançar", esclareceu Carlos Carreiras, esta manhã, em declarações aos jornalistas.

O autarca prevê que, se as obras forem iniciadas na quarta-feira, deverão levar "quatro a cinco dias" até estarem terminadas.

Admitindo que não se trata de uma "situação normal de realização de obras", o presidente da Câmara de Cascais aponta que, após a intervenção de emergência, deverá passar-se a uma "obra estrutural", que "demorará bastante mais tempo" e que custará "cerca de 2 milhões de euros".

De acordo com Carlos Carreiras, esta obra estrutural "já tem projeto" e vai ser lançado um "concurso público, depois tem de ter o visto do Tribunal de Contas". "Conhecendo os procedimentos legais e o tempo que demoram, acredito que só poderemos começar no próximo ano", concluiu.

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