Obrigatoriedade do uso de máscara? "É altamente recomendável"

O fim da obrigatoriedade do uso de máscara é uma decisão política, mas do ponto de vista da saúde pública é algo que "é sempre recomendável". O presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública defende na TSF que nas escolas, os jovens e as crianças devem usar máscara no recreio, "porque vão estar em situações de proximidade e aglomeração".

A Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública defende a continuação do uso da máscara na rua. Esta segunda-feira, o PSD veio dizer que vai votar a favor do fim da obrigatoriedade do uso de máscara. Ouvido pela TSF, Gustavo Tato Borges, presidente dos médicos de saúde pública, sublinha que apesar de esta ser uma decisão política, do ponto de vista da saúde pública o uso da máscara deve manter-se.

"É altamente recomendável que as pessoas que tenham mais fragilidade ou até mesmo as pessoas que contactem com utentes mais frágeis se preocupem no sentido de proteger a sua saúde e mesmo o cidadão em geral, terá sempre uma atitude consciente, cívica e positiva se utilizar a sua máscara em situações que não consegue manter o distanciamento, mesmo ao ar livre, porque assim estaremos a proteger a saúde de todos e a evitar que haja aumentos de casos, novos surtos, situações de maior preocupação", afirma.

Até que a situação da pandemia fique controlada, a máscara não deve cair na rua e nas escolas. Gustavo Tato Borges defende que "é sempre recomendável a utilização de máscara até termos uma situação epidemiológica bastante controlada, abaixo dos 120 casos por cem mil habitantes, ou até termos o fim da pandemia".

"Os jovens e as crianças que possam e consigam usar máscara enquanto estiverem no recreio, porque vão estar em situações de proximidade e aglomeração, será sempre ideal que usem por respeito aos seus colegas, por respeito aos familiares dos colegas e por respeito aos seus próprios familiares", refere.

O fim da obrigatoriedade do uso de máscara na rua vai coincidir com o arranque do ano letivo nas escolas e as regras que existem são para que os alunos continuem a utilizá-las, incluindo no recreio.

Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, diz à TSF que vê com bons olhos que o uso de máscara possa ser aliviado, mas vinca que em primeiro está a segurança de todos os alunos, professores e funcionários, e considera que a decisão deve ser fundamentalmente técnica e, se for para ser alterada, deve bem fundamentada.

"Aquilo que temos até agora é que nas escolas as regras se vão manter. Estar agora, à última da hora, a alterar cria logo alguma incerteza e insegurança na população. Se quando se transmitiu que a decisão era manter as regras, certamente estava baseada em alguma informação técnica, bem sustentada. Se por alguma razão se trocar, que seja devidamente explicada a razão pela qual se alterou essa decisão", disse.

Isolamento profilático para vacinados? "Será perfeitamente natural que deixem de cumprir isolamento e só façam testes"

O presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública entende que o isolamento profilático deve deixar de ser obrigatório para quem já está vacinado.

"Aquilo que se acredita é que com este aumento da cobertura vacinal haja uma almofada protetora que vá fazer diminuir o número de novos casos e espera-se que até ao final deste mês, ou meados do próximo, se assista a uma descida da taxa de incidência", explica.

Gustavo Tato Borges refere que "isso será apenas a evolução e será perfeitamente natural que os vacinados deixem de cumprir isolamento e só façam testes ou até mesmo que o seu isolamento seja reduzido para um período curto, porque estarão mais protegidos, terão menor capacidade de transmissão e haverá mais segurança".

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