"Oceanos não têm tido o protagonismo devido". Momento é de alerta, diz Zero

Francisco Ferreira lembra que "os oceanos são o meio do planeta que tem mais sofrido à custa das alterações climáticas".

Com Lisboa como pano de fundo, os oceanos estão esta semana em destaque ao mais alto nível na cimeira das Nações Unidas, mas, ao longo do tempo, o assunto tem sido negligenciado pelos líderes políticos, critica o presidente da Associação Zero.

"À escala das Nações Unidas, nas cimeiras do clima mas também da biodiversidade e outras, os oceanos não têm tido o protagonismo devido", afirma Francisco Ferreira no Fórum TSF, que olha para esta Conferência dos Oceanos como um "momento de alerta" e uma oportunidade para fazer um "ponto de situação".

O líder da organização não-governamental concorda com Marcelo Rebelo de Sousa e considera que ainda há esperança no que vai resultar da conferência: "Este é o local certo e a hora certa para se discutir os oceanos. Não nos esqueçamos que os oceanos são o meio do planeta que tem mais sofrido à custa das alterações climáticas", lembra Francisco Ferreira.

Mais de sete mil pessoas, entre elas representantes de 140 países, alguns ao mais alto nível, participam em Lisboa na segunda Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, o maior evento de sempre dedicado ao tema.

Depois de há cinco anos ter decorrido em Nova Iorque a primeira conferência, Portugal, em conjunto com o Quénia, organiza o segundo encontro, sob o lema "Salvar os Oceanos, Proteger o Futuro".

Discursando no arranque da Conferência dos Oceanos, o Presidente da República pelou à cooperação global e defendeu que a pandemia de Covid-19 e a guerra não podem ser desculpa para esquecer os desafios estruturais. Marcelo Rebelo de Sousa considerou que esta cimeira acontece "no lugar certo, na hora certa, com a abordagem certa e com o secretário-geral das Nações Unidas certo" para promover este encontro.

Numa intervenção feita em inglês, o Presidente da República pediu "cooperação global em prioridades comuns" e afirmou que "os regimes, os poderes institucionais, os políticos passam", enquanto "os oceanos ficam".

ACOMPANHE AQUI OS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS DA CONFERÊNCIA DOS OCEANOS

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