Oliveira com mais de 2200 anos é candidata a árvore europeia de 2022

A árvore está situada no empreendimento turístico de Pedras ​​​​​​​D'El Rei, no concelho de Tavira.

Está escondida dos olhares, mas assim que chegamos lá perto salta à vista o seu porte imponente. "É o nosso ex-libris aqui em Pedra D'El Rei, é um dos seres vivos mais velhos de Portugal", afirma com orgulho o diretor de vendas do empreendimento. Paulo Marques conta que esta oliveira, que se estima tenha mais de 2200 anos, ainda dá azeitonas. Provavelmente terá sido trazida para a Península Ibérica pelos fenícios. "De certeza absoluta sabe-se que tem mais de 2 mil anos, é contemporânea de Jesus Cristo e da cidade romana de Balsa, que ficava aqui nas redondezas." Passou por toda a história de Portugal, desde a passagem dos romanos por terras lusas, até às invasões dos mouros, à reconquista, às invasões francesas, entre tantos outros episódios. Na contemporaneidade, vê passar os turistas para a praia do Barril, que fica em frente do empreendimento.

Para abraçar o seu tronco, que tem mais de 11 metros de perímetro, são precisos pelo menos cinco homens. A copa tem uma altura de mais de 10 metros. O tronco está oco e lá dentro, existe como que uma sala circular. "Como vê, cabem cá duas ou três pessoas", garante Paulo Marques.

Esta oliveira já foi classificada árvore de interesse público em 1984, mas agora quer ir mais longe. É uma das candidatas a árvore europeia do ano de 2022. "Achamos que é um ser vivo que merece ser conhecido tanto nacional como internacionalmente."

A árvore fica num espaço ajardinado, situado entre duas moradias. Mas já há quem venha do estrangeiro para a conhecer. "Há uns anos tivemos um grupo de 18 japoneses que vieram à Europa conhecer duas oliveiras, esta e uma algures na Grécia", conta. "Estava um dia horroroso de chuva e estiveram aqui abraçados à árvore meia hora, porque dizem que ela emana uma energia única", lembra.

Bem enraizada neste canto de Portugal, a oliveira real já aguentou tempestades, descargas de relâmpagos mas sempre sem vacilar. "Volta sempre a brotar viçosa, ela é o nosso marco, é a resiliência" em forma de árvore.

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