Operação Prazo Final: PJ fala em "esquema ardiloso e investigação complexa"

A Polícia Judiciária do Porto atribui o sucesso da operação Prazo Final à estreita colaboração entre as autoridades judiciais e tributária. A investigação deu origem a um processo que desmonta um alegado esquema de faturação fraudulenta. Sete pessoas foram detidas e estão acusadas de quatro crimes.

Uma denúncia anónima deu origem ao inquérito, em 2017. A operação Prazo Final culminou com sete pessoas detidas , três das quais familiares, pai, mãe e filho. Estão acusados dos crimes de branqueamento, fraude fiscal, fraude na obtenção de subsídio e insolvência danosa. O principal arguido é empresário, no ramo mobiliário, em Paredes e será o líder de um esquema de faturação fraudulenta, que consistia em simular a compra de equipamentos novos para garantir financiamento comunitário, quando se tratava de material usado.

Henrique Correia, coordenador de investigação criminal da Polícia Judiciária do Porto, explicou esta tarde, em conferência de imprensa, que a principal dificuldade foi perceber de que forma se interligavam os arguidos, uma vez que se "tratava de um esquema ardiloso".

"Estamos a falar de pessoas que estavam informadas, e que sabem muito bem [como atuar], se não sabem, arranjam quem saiba, que os informe como devem fazer as coisas. A nossa grande dificuldade foi exatamente essa, estabelecer os circuitos financeiros e fiscais. Ou seja, estabelecer os nexos entre uns e outros e conseguir estabelecer que naquele fluxo financeiro foi depois parar a determinado tipo de conta, que depois, por sua vez, foi parar a uma esfera patrimonial dos arguidos".

As buscas da equipa da Polícia Judiciária do Porto ainda não terminaram, mas o balanço da operação Prazo Final é já muito positivo, como sublinhou Henrique Correia. O coordenador de investigação criminal, falou, ainda, em investigação "complexa", que teve resultados graças à colaboração entre a PJ, a Autoridade Tributária e o Ministério Público, neste caso, de Paredes.

"É um modelo de investigação que temos promovido na Diretoria do Norte e com bons resultados. Felizmente temos tido a colaboração excelente da Autoridade Tributária do Porto, o que facilita bastante a obtenção de resultados.

Para além dos sete detidos, a Polícia Judiciária anunciou a apreensão de automóveis, telemóveis, computadores e diversa documentação.

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