Opus Dei perde privilégios
Vaticano

Opus Dei perde privilégios

Não andam pacíficos os dias do Opus Dei com o Vaticano. Há muito que se previa que esta prelatura apostólica pudesse vir a ser tocada pela impaciência do papa Francisco, manifestada na sua atitude frontal contra o clericalismo de que o Opus Dei é exemplar, apesar dos seus membros serem, teoricamente, 90% de leigos, mas sob o controlo canónico.

Foi nos anos 1990 que o papa polaco deu asas a este movimento criado em Espanha, em 1928, por monsenhor Escrivá de Balaguer. O fundador do Opus Dei foi canonizado em 2002, por João Paulo II, o aliado da Obra de todas as horas. Bento XVI, mais subtil, não hostilizou este movimento conservador. Francisco, por seu lado, não aguentou mais o modelo da Obra virada, essencialmente, para as elites.

Em Carta Apostólica, no motu proprio "Ad charisma tuendum" (Para tutelar o carisma), o papa Francisco obrigou a que o Opus Dei se refundasse a si mesmo, integrado que está agora no Dicastério do Clero e apresente, em cada ano, contas do seu labor apostólico. De acordo com a nova Constituição da Igreja, Francisco quer tomar mão destes filhos e filhas de S. José Maria Escrivá, que se ufanavam de actuarem como se fossem uma Igreja dentro de outra Igreja. Em meias palavras, os mais puros de todos.

É conhecido, entretanto, o desalento do actual papa com os desmandos da Mafia, mesmo que a Obra apareça com a denominação que lhe atribuem em Espanha: santa "Mafia" do Opus Dei.

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