Ordem queixa-se de menos capacidade na caixa de e-mail dos médicos. SPMS rejeita críticas

Em causa, estaria um contrato do Ministério da Saúde com a Microsoft que atira para a nuvem uma parte dos e-mails.

A Ordem dos Médicos queixa-se de uma redução da capacidade da caixa de e-mail dos médicos de família, considerando a decisão inaceitável e intolerável. O presidente do Conselho de administração dos serviços partilhados do Ministério da Saúde rejeita as críticas da Ordem dos Médicos e explica que houve apenas uma reorganização da forma como os e-mails são armazenados.

As declarações do bastonário dos médicos sugiram depois de a Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar denunciar que o tamanho das caixas de correio eletrónico dos médicos de família sofreu um corte sem qualquer aviso prévio. Em causa, estaria um contrato do Ministério da Saúde com a Microsoft que atira para a nuvem um parte dos e-mails.

Ouvido no Fórum TSF, pelo jornalista Manuel Acácio, Miguel Guimarães pede explicações urgentes: "Numa altura em que contactos são extremamente importantes, em que é fundamental a comunicação das pessoas com o seu médico de família, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde ou o Ministério da Saúde virem reduzir a capacidade de resposta através de e-mail tem de ter uma explicação, porque isto é, no fundo, diminuir o acesso dos próprios doentes aos seus médicos."

O presidente do Conselho de administração dos serviços partilhados do Ministério da Saúde rejeita as críticas da Ordem dos Médicos. Luís Goes Pinheiro garante que todos ficam a ganhar com a reorganização dos sistemas acordada com a Microsoft.

"Relativamente ao contrato anterior, os dois perfis de utilizadores que tinham as caixas de correio mais pequenas, que podiam armazenar até dois gigabytes de dados ou até 50 gigabytes de dados respetivamente, passaram a ter 52 gigabytes. O que mudou foi a forma como esse armazenamento se distribuiu, ou seja, passou a haver dois gigabytes na caixa de entrada e 50 gigabytes numa caixa de arquivo online. Estes dois perfis passaram a contemplar o acesso às ferramentas do office, como o Word, o Excel, o PowerPoint, o armazenamento na plataforma One Drive e o acesso à ferramenta de videochamada Teams", explica.

Luís Goes Pinheiro explica que em julho deram conhecimento destas mudanças e em agosto realizaram-se quatro sessões de formação online dirigidas aos técnicos informáticos dos serviços de saúde para que pudessem implementar estes novos sistemas. O presidente do Conselho de Administração dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde garante que o sistema implementado pela Microsoft aumentou a capacidade caixa de correio eletrónica.

"Nós estamos plenamente convencidos que, com o novo contrato, os profissionais de saúde do SNS estão hoje muito mais bem dotados de ferramentas úteis para o exercício da sua atividade, portanto, não é verdade que tenha havido uma redução da capacidade do correio eletrónico. O que houve foi uma nova maneira de gerir o correio eletrónico e houve o fornecimento de um conjunto de ferramentas", garante.

O novo sistema de e-mails começou a funcionar esta semana, o presidente do Conselho de Administração dos SPMS admite que possam ocorrer falhas, mas garante que são pontuais.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de