"Os próximos meses vão ser muito difíceis"

Presidente do IPO de Lisboa não quer dramatizar, mas admite, em declarações à TSF, que "houve exames de diagnóstico que ficaram por fazer".

O presidente do IPO de Lisboa não tem dúvidas de que os próximos tempos vão ser um grande desafio para os hospitais, mas garante que o Instituto Português de Oncologia de Lisboa vai estar preparado para garantir o atendimento as doentes.

O impacto da pandemia é cada vez mais visível e por isso "ninguém duvida que o que se vai passar nos próximos meses vai ser difícil, sobretudo ao nível das capacidades para tratar os doentes" e por isso é preciso uma preparação adequada e eficiente.

"Uma coisa é certa percebemos que as proteções básicas, como o uso de máscara, distanciamento físico e a lavagem das mãos produziram resultados" o que tem evitado o número de casos positivos de profissionais de saúde no IPO.

João Oliveira não quer dramatizar, mas admite que "houve exames de diagnóstico que ficaram por fazer" embora entenda que "a repercussão disso está por ver". No que diz respeito aos tratamentos "não houve uma diminuição substancial do número de tratamentos, tirando os meses de março, abril estão a ser feitos mais tratamentos do que em anos anteriores", garante.

A falta de profissionais continua a ser uma realidade, mas o problema não se fica por aí. O IPO tem contratado todos os dias, mas é preciso não esquecer que "há pessoas que saem" para os hospitais privados.

"Um hospital privado nem sequer precisa de pagar muito, para pagar mais do que um hospital público e aí a função pública fica a perder", lamenta, em declarações à TSF.

Numa mensagem dirigida aos doentes que precisam do Instituto português de Oncologia de Lisboa João Oliveira é firme: "apesar das dificuldades o IPO está a funcionar normalmente, os doentes não têm de ficar assustados, podem vir ao hospital, não têm que ter medo, a resposta vai ser sempre aquela que foi dada até agora".

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