Pandemia está num "vermelho menos denso". Algumas regiões já terão passado o pico de casos

O nível de incidência permanece "alto" e é agora de 421,3 casos por cada cem mil habitantes, quando há uma semana era de 346,5. Mariana Vieira da Silva salientou, no entanto, que "o ritmo de crescimento é hoje menor do que já foi".

A situação da pandemia de Covid-19 em Portugal mantém-se no vermelho, de acordo com a matriz de desconfinamento do Governo, mas "menos denso" por força da redução do índice de transmissibilidade (Rt), afirmou esta quinta-feira a ministra da Presidência.

"Quando olhamos para os níveis de incidência e para o ritmo de transmissão que neste momento se verifica, podem ver a evolução que aconteceu e é hoje claro que o nível de transmissão - continuando positivo e acima de 1 - é menor do que nas últimas semanas. Esse movimento é claro e Portugal está hoje numa situação em que o vermelho é menos denso do que era há algumas semanas", disse Mariana Vieira da Silva.

Em conferência de imprensa realizada após o Conselho de Ministros, a governante esclareceu também que o nível de incidência permanece "alto" e é agora de 421,3 casos por cada cem mil habitantes, quando há uma semana era de 346,5.

Confrontada com nova subida da incidência, Mariana Vieira da Silva salientou que "o ritmo de crescimento é hoje menor do que já foi". Recusando falar numa situação de alívio, a ministra da Presidência preferiu apontar para a ultrapassagem do pico desta vaga em algumas regiões do país, em especial em Lisboa e Vale do Tejo e nos Açores.

"Com incidências tão elevadas, não podemos dizer que estamos numa situação sem nível de preocupação, mas o facto de crescermos menos e depois, eventualmente, pararmos mesmo de crescer é obviamente um bom sinal. Resulta da capacidade de conter o crescimento da pandemia e, obviamente, da eficácia da vacinação", frisou, reiterando que Portugal está "numa corrida contra o tempo" entre a propagação da doença e a vacinação.

"Sempre que conseguimos vacinar alguém que ainda não foi infetado e sempre que conseguimos terminar as vacinações numa determinada faixa etária, estamos a colocar-nos numa situação melhor e é esse o objetivo que temos prosseguido", sentenciou.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.248 pessoas e foram registados 943.244 casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde.

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