"Para enviar ao Governo." As explicações do autor de falso plano de desconfinamento

O Governo acabou por emitir um comunicado, desmentindo a autoria deste plano de desconfinamento, e anunciou que vai apresentar queixa ao Ministério Público.

O plano de desconfinamento com os símbolos da República Portuguesa e, por isso, atribuído ao Governo, que começou a dar que falar esta quinta-feira por estar a circular nas redes sociais, é da autoria de Carlos Macedo e Cunha, consultor e cronista convidado do jornal online Observador, mas que também já escreveu para o Público.

Com o ficheiro a tornar-se viral nas redes sociais, o Governo acabou por emitir um comunicado, desmentindo a autoria deste plano de desconfinamento, e anunciou que vai apresentar uma queixa ao Ministério Público. Ao Expresso, o consultor já apresentou a sua versão sobre tudo o que aconteceu.

"Foi partilhado num grupo fechado de amigos pouco passava da meia-noite para lhes pedir exatamente opiniões e sugestões de desenvolvimento. A nossa ideia foi preparar uma proposta com base no que está a acontecer noutros países e tendo em conta o que tem acontecido aqui em Portugal, para enviar ao Governo e a todos os partidos com assento parlamentar e também ao Presidente da República", explicou Carlos Macedo e Cunha.

Em sua defesa, o cronista garantiu que o documento foi adulterado por pessoas que se apropriaram indevidamente do ficheiro, que este episódio não era suposto ter acontecido e considerou que o documento, ainda não concluído, terá sido divulgado por lapso e de forma não intencional.

"A minha atividade profissional não me permite ter muito tempo para contribuir para a cidadania mas, quando posso, faço isto como bom cidadão e vontade de ajudar. Vamos lá levar o país para a frente e colocar a economia crescer. Não percamos mais tempo com fake news", acrescentou Carlos Macedo e Cunha.

A TSF está a tentar contactar o consultor, mas ainda sem sucesso.

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