Paralisação de 24 horas. Greve dos trabalhadores da Saúde com adesão de 90%

Trabalhadores procuram melhores condições de trabalho e, por isso, estão apenas a ser cumpridos os serviços mínimos.

A greve dos trabalhadores da Saúde em defesa de melhores condições de trabalho, que começou à meia-noite desta sexta-feira, está a ter uma grande adesão, sobretudo, nos hospitais. A garantia foi dada à TSF por Elisabete Gonçalves, da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais.

"A nível nacional, a greve tem uma média de adesão de 90%. A maioria dos serviços está a trabalhar a serviços mínimos, temos muitos locais em que a greve foi mesmo a 100%", afirma, dando alguns exemplos: "No turno da noite do Hospital de São José houve uma adesão em torno dos 95%, temos depois também em Beja 100%, a maternidade Alfredo da Costa com 95% e os centros hospitalares universitários de Coimbra com 90%."

"Não houve nenhum hospital que se destacou porque na realidade todos eles estão à volta deste valor de adesão", assegura.

Neste greve de 24 horas, que não inclui médicos e enfermeiros, estão a ser cumpridos apenas os serviços mínimos. Os sindicatos que representam estes trabalhadores foram, entretanto, chamados para uma reunião com o Ministério da Saúde, que se deverá realizar no final de julho.

A paralisação, convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), foi motivada por reivindicações antigas que continuam sem resposta.

A 7 de junho, a coordenadora da Federação disse que os trabalhadores estavam "há muitos anos à espera de concretização e de resolução dos seus problemas".

Em concreto, a coordenadora da FNSTFPS falou em problemas que afetam auxiliares de ação médica, técnicos superiores de saúde e técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, e que acentuam a instabilidade nos serviços de saúde e prejudicam o Serviço Nacional de Saúde.

"São situações que poderão parecer diversas e distantes, mas que no seu conjunto criam uma desmotivação aos trabalhadores da saúde, que em termos de retenção de trabalhadores na saúde em nada beneficia", referiu.

Elisabete Gonçalves denunciou sobretudo problemas relacionados com a carreira desses profissionais, reivindicando a reposição da carreira de técnico auxiliar, e criticando também a alteração da carreira dos técnicos superiores de diagnóstico que "não traduz as especificidades destes trabalhadores".

"Quanto aos técnicos superiores de saúde, há anos que lutam por procedimentos concursais de promoção que não estão a ser feitos, o que limita a valorização destes trabalhadores", explicou a coordenadora.

A greve desta sexta-feira é dirigida a todos os trabalhadores de Portugal continental e da região autónoma dos Açores, e foi antecedida, na quinta-feira, de uma paralisação na região autónoma da Madeira.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de