Paralisações ao trabalho extraordinário e feriados. CP alerta para greves parciais em junho

Estas greves acontecem no mês dos santos populares, que se comemoram em junho um pouco por todo o país. José Manuel Oliveira explica à TSF que, em causa, estão as reivindicações dos trabalhadores da CP, nomeadamente melhores salários.

A CP alertou, esta segunda-feira, para as greves parciais previstas para os dias 3 a 30 de junho, greves essas que se aplicam aos feriados e ao trabalho extraordinário. À TSF, a CP sublinha que é possível que existam perturbações em todos os serviços, mas não espera que haja muitos comboios suprimidos. Estas greves acompanham os dias dos santos populares, que se celebram em junho um pouco por todo o país.

Quem já tiver comprado bilhetes para o Alfa, Intercidades, Regional e Interregional vai ter direito ao reembolso do valor total ou à troca por um bilhete para outro dia. Esse pedido pode ser feito sem custos até dez dias depois da greve.

José Manuel Oliveira, dirigente da federação que representa os trabalhadores do setor dos transportes, explica em que dias é que se esperam maiores problemas.

"Da parte do sindicato da Fectrans há um pré-aviso de greve ao trabalho extraordinário e ao trabalho em dia de descanso e feriado. A haver maiores perturbações será nos dias que coincidem com o descanso semanal dos trabalhadores e também é expectável que haja algumas perturbações nos dias de feriados, além de diariamente poder haver em função de se a empresa necessita de recorrer ou não a trabalho extraordinário", afirma em declarações à TSF.

Os trabalhadores da CP têm várias exigências, a começar por melhores salários. "No ano em que a inflação já vai em 7,2%, termos uma proposta de 0,9% em cima da mesa não repõe qualquer poder de compra perdido ao longo destes últimos anos. Além disso, também há demissão de trabalhadores, a passagem a efetivos de todos os trabalhadores que têm vínculos a prazo."

José Manuel Oliveira afirma ainda que não estão previstas mais reuniões com a CP: "Até ao momento não temos qualquer contacto exploratório no sentido de se procurar encontrar soluções."

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