Atividades itinerantes como carroséis podem reabir. Lisboa é a exceção

Governo autoriza funcionamento de equipamentos de diversão itinerante.

Os equipamentos itinerantes de lazer como os carrosséis já têm autorização para reabrir. A autorização é garantida pelo despacho do ministro da economia, publicado esta quinta-feira em Diário da República.

Pedro Siza Vieira autoriza a reabertura de equipamentos de diversão, desde que sejam respeitadas as regras da Direcção Geral de Saúde.

De fora, ficam as áreas onde vigora o estado de contingência ou calamidade, ou seja, na Área Metropolitana de Lisboa, os parques infantis e recreativos vão continuar de portas fechadas.

Também de fora ficam os salões de baile e os parques infantis, que continuam encerrados.

O despacho, que entrou em vigor na quarta-feira, determina que as instalações e os estabelecimentos podem funcionar desde que cumpram as orientações e instruções definidas pela Direção-Geral da Saúde, "em parecer técnico especificamente elaborado para o efeito".

De acordo com o documento, esta determinação não se aplica às áreas em que seja declarada a situação de calamidade ou a de contingência.

O despacho refere também que o funcionamento de equipamentos de diversão e similares é permitido desde que funcionem em local autorizado, nos termos legais, pela autarquia local territorialmente competente e cumpram a demais legislação aplicável.

Entre as instalações e estabelecimentos encerrados, encontravam-se as "atividades recreativas, de lazer e diversão, onde se incluem os salões de dança ou de festa, os parques de diversões e parques recreativos e similares para crianças, bem como outros locais ou instalações semelhantes".

Os equipamentos de diversão e similares autorizados a funcionar estão sujeitos à fiscalização das entidades competentes.


No despacho é ainda referido que a situação pode ser revista se ocorrer uma modificação das condições.

Profissionais itinerantes satisfeitos

Numa nota, a Associação dos Profissionais Itinerantes Certificados (APIC), que organizou vários protestos a exigir a retoma da atividade, congratulou-se com a autorização do funcionamento dos equipamentos pelo Governo.

"É oficial. Terminadas as manifestações dos Profissionais Itinerantes Certificados. Conseguimos. Sangue, Suor, Sacrifícios com muita despesa e determinação", refere Luís Paulo Fernandes da APIC na nota.

Devido ao surto de Covid-19, os negócios itinerantes em eventos culturais, feiras, festas, romarias e circos, a maioria das quais canceladas, ficaram comprometidos.

A retoma da atividade, que foi suspensa por causa da pandemia de Covid-19, tem vindo a ser reclamada pela Associação dos Profissionais Itinerantes Certificados (APIC), que organizou vários protestos por não "entender porque é que a atividade não podia recomeçar.

Em 05 de maio, a Assembleia da República aprovou um diploma do grupo parlamentar comunista, com a abstenção do PS, PSD, CDS e IL, que cria um regime de apoio à atividade dos feirantes.

Apesar de aprovado na generalidade, o diploma ainda não é lei, dado que é necessário ser discutido e votado na especialidade na comissão, no caso a de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação.

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notícia atualizada às 13h47

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