Pelo menos 500 sem-abrigo foram retirados das ruas desde o início da pandemia

O gabinete da Presidência da República garante que Marcelo Rebelo de Sousa mantém esta causa.

Desde o início da pandemia em Portugal, pelo menos 500 pessoas foram retiradas das ruas, deixando de estar em condição de sem-abrigo. Este dado foi avançado à TSF por Henrique Joaquim, coordenador da Estratégia Nacional de Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo, esta segunda-feira, dia em que aconteceu, em frente à Assembleia da República, a primeira manifestação de sem-abrigo com críticas ao Presidente da República, ao primeiro-ministro, mas também ao presidente da Câmara de Lisboa.

Os sem-abrigo lamentam que as promessas, em concreto de Marcelo Rebelo de Sousa, não estejam a ser respeitadas e que os políticos só lhes deem atenção no Natal. Questionado pela TSF, o Presidente da República faz saber que mantém, desde que chegou à presidência, esta causa e não mudou de planos.

"A aplicação da Estratégia Nacional de Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo cabe ao Ministério da Solidariedade e Segurança Social que nomeou, no início deste ano, um gestor executivo para a mesma. Recordo também que esta tem sido, durante todo o mandato, uma causa do Presidente da República. Assim vai continuar a ser", pode ler-se na nota do gabinete da Presidência da República, enviada à TSF.

O gestor Henrique Joaquim sublinha que, perante a complexidade da situação, não é possível mudar esta realidade tão rapidamente como seria desejável. Ainda assim, as críticas de quem vive na rua são compreendidas pelo coordenador da Estratégia Nacional de Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo.

"São situações muito complexas que não se mudam, obviamente, de forma tão rápida como desejaríamos e como as próprias pessoas desejariam", explicou Henrique Joaquim.

O coordenador garante que, desde o início da pandemia, foram retiradas da rua mais de 500 pessoas em situação de emergência e encaminhadas para os Núcleos de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo.

"Em quase todos estes núcleos foram criados espaços para acolhimento de emergência de pessoas em situação de sem-abrigo, respeitando todas as normas de saúde. Cuidados quer de higiene como alimentação, apoio social, saúde e, designadamente, saúde mental. Esta estratégia levou-nos, ao longo destes meses, a acolher, para além de todas as outras que já eram acolhidas, mais de 500 pessoas a nível nacional", revelou o coordenador da Estratégia Nacional de Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo.

Henrique Joaquim afirma que o objetivo agora é impedir que estas pessoas voltem a viver na rua e, por isso, o Governo e as autarquias estão a trabalhar para encontrar soluções.

"Para conhecermos mais e melhor o fenómeno estamos também a trabalhar numa atualização dos dados para termos uma noção de como estávamos em 2019 e qual é o impacto que a pandemia, pelo menos até abril, está a ter nesta população", acrescentou Henrique Joaquim.

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