Perseguição, violência económica ou social. Problemas "no namoro têm aumentado muito"

A vice-presidente da Ordem dos Psicólogos Portugueses afirma que a violência no namoro é um dos crimes contra as mulheres que mais tem vindo a aumentar. Renata Benavente explica à TSF alguns dos impactos que a violência doméstica tem nas crianças.

A vice-presidente da Ordem dos Psicólogos Portugueses afirma que a violência no namoro é um dos crimes contra as mulheres que mais tem vindo a aumentar nos dias de hoje.

"A violência no namoro tem aumentado muito", diz Renata Benavente, alertando para o surgimento de mais casos de stalking (perseguição) feitos no âmbito de relação amorosa e também de extorsão, por consequência do acesso a fotografias ou vídeos captados num contexto de intimidade.

A Ordem dos Psicólogos lançou esta sexta-feira um documento a propósito do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, que aborda os diferentes tipos de violência. Segundo este documento, a "violência psicológica, económica ou social são violência contra as mulheres". Renata Benavente destaca a violência económica e social: "Muitas mulheres estão sujeitas a um controlo das suas contas bancárias e muitas vezes têm de disponibilizar todo o seu rendimento profissional mensal ao marido."

Em declarações à TSF, a vice-presidente da Ordem dos Psicólogos sublinha os efeitos que a violência contra as mulheres pode ter nas crianças, atos que, em certos casos, chegam a ser normalizados pelas vítimas na idade adulta.

Renata Benavente destaca ainda o sentimento de vergonha como a principal dificuldade no processo de denúncia de violência contra as mulheres.

A PSP deteve este ano 802 pessoas por violência doméstica, mais 35% face à média dos últimos cinco, e registou 13.285 queixas, um aumento de 6,3%, tendo ainda apreendido 279 armas relacionadas com este crime.

O Organização das Nações Unidas (ONU) publicou, esta sexta-feira, no Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, os mais recentes dados de pessoas do sexo feminino que são vítima de violência e, em 2021, foram assassinadas 81 mil mulheres e meninas em todo o mundo. Já em Portugal, durante 2022, 22 mulheres já perderam a vida por assassinato.

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