Pesca da sardinha interdita a partir de sábado. Pescadores pedem quota maior

Os armadores da pesca do cerco afirmam que os últimos cruzeiros científicos têm demonstrado que há sardinha em abundância no mar.

O Secretário de Estado das Pescas publicou esta quarta-feira o despacho que proíbe a pesca da sardinha a partir do próximo sábado. Os pescadores e armadores já sabiam que a quota estava a terminar, mas nos quatro meses em que lhes foi permitido pescar sardinha, de junho até agora, constataram que "a abundância da sardinha na costa ocidental é muita acima da situação que se verificou nos últimos 10 anos".

Humberto Jorge , presidente da Associação Nacional das Organizações de Produtores de Pesca do Cerco (ANOPCERCO) lembra que desde o ano passado os cruzeiros científicos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) revelam que a biomassa de sardinha está recuperar substancialmente. Por isso, espera que o Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES) faça uma proposta mais razoável para a frota ibérica.

"Se mesmo com estas melhorias as recomendações para 2020 não forem significativamente superiores às que o ICES tem feito nos últimos 5 anos, estamos perante um caso grave de avaliação", diz o armador. Nesse caso, " não bate a bota com a perdigota". O responsável pela associação afirma não compreender como é feita a avaliação e lembra que este organismo internacional defendia pesca zero da sardinha em Portugal durante vários anos.

Este ano a quota ibérica foi de aproximadamente 9 mil toneladas de sardinha. Sem querer avançar um número, a ANOPCERCO defende uma quota maior para o próximo ano: "Achamos que é possível, sem pôr em causa a recuperação do recurso", sublinha.

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