Pessoas em situação de sem-abrigo devem aumentar durante pandemia

Henrique Joaquim, gestor da Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo, diz que até ao final do mês serão conhecidos os dados relativos à quantidade de pessoas a viver na rua.

Até ao final deste mês deverão ser conhecidos novos dados sobre a população em situação de sem-abrigo em Portugal, com números atualizados até abril deste ano. Este levantamento permitirá realizar uma leitura do impacto da Covid-19 em termos sociais. Foi o que adiantou à TSF Henrique Joaquim, há seis meses nas funções de gestor da Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo.

Henrique Joaquim admite ter-se registado um aumento de pessoas a dormir na rua, depois de uma fase em que se verificava uma tendência de queda, mas prefere aguardar por dados mais concretos. "Temos de ultimar e corrigir os dados que temos, porque eram de 2018, altura em que foi feito o primeiro grande levantamento, com questionário já de caracterização das pessoas. Os anteriores tinham outra finalidade e tinham bastantes fragilidades. Estamos agora com essa tarefa em curso, mas já muito, muito avançada, para termos uma noção de como a situação estava a 31 de dezembro de 2019."

Até ao momento, a contagem de pessoas em situação de sem-abrigo tem sido feita de forma irregular e com base em critérios diferentes, o que não permite uma leitura coerente dos números. "Estamos a tentar avaliar, para, de alguma forma, podermos comparar como estava a situação a 30 de abril de 2020. Até 2019 parecia haver uma certa tendência de decréscimo, mas agora não será surpresa se a tendência se tiver invertido."

Para Henrique Joaquim, "os levantamentos nunca foram feitos com o mesmo instrumento e nunca foram feitos de forma regular, foram feitos de forma interpelada, e com diferentes abordagens", e, "apesar de se ter estabelecido um conceito em 2019, a interiorização desse conceito nas próprias equipas ainda se encontra em processo".

"Este trabalho de contactar alguns municípios dá-nos conta da necessidade de ainda fazer alguns ajustamentos", reconhece.

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