PISA revela que apesar de "abandono" do Governo professores "não desistiram"

Mário Nogueira avalia como "muito positivo" o desempenho dos alunos e lamenta que as escolas não consigam fornecer uma verdadeira "igualdade de circunstâncias" aos alunos.

O dirigente da Fenprof, Mário Nogueira, defende que as conclusões do relatório PISA 2018 mostram que, apesar de o Governo ter desistido deles, os professores portugueses continuam a fazer um bom trabalho.

O documento revelado na manhã desta terça-feira revela que Portugal é o único país da OCDE que, nos últimos 18 anos, apresentou melhorias significativas nas aprendizagens da leitura, na Matemática e nas Ciências.

"Os professores não desistiram dos seus alunos e continuam a trabalhar de uma forma muito empenhada, muito profissional e a conseguir resultados", sublinha Mário Nogueira, que lembra que os resultados "mantêm Portugal acima da média do conjunto dos países".

O representante dos professores avalia "de uma forma geral" o desempenho dos alunos portugueses como "muito positivo". Apesar dos bons resultados, o relatório PISA revela também que as dificuldades económicas de algumas famílias continuam a refletir-se negativamente no desempenho dos alunos que delas provêm.

Perante estes dados, Mário Nogueira considera que o fosso entre alunos de classes sociais diferentes demonstra que não existe uma política de inclusão nas escolas portuguesas.

"Apesar de o Governo propagandear políticas e medidas no sentido da chamada inclusão, o que tem sido feito não é, de facto, promotor de inclusão", explica.

As escolas, defende, "não têm recursos para tal", especialmente para que "discriminando positivamente os alunos que vêm desses meios menos favorecidos", possam "em igualdade de circunstâncias ter também acesso ao sucesso escolar e educativo".

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