Plasma terapêutico "dificilmente" será "tratamento universal" para a Covid-19

O virologista Celso Cunha explica que o plasma terapêutico é uma possibilidade enquanto não há vacina ou cura, mas que apresenta limitações.

O plasma terapêutico, conseguido a partir deste componente do sangue de pacientes curados do novo coronavírus, já foi usado enquanto tratamento na recuperação de pacientes da China, de França e de Itália. Nalguns casos, com sucesso. No entanto, o virologista Celso Cunha tem dúvidas de esta opção seja viável enquanto cura.

Também o hospital universitário de Erlangen, no sul da Alemanha, recebeu este fim de semana uma autorização das autoridades de saúde para produzir o plasma terapêutico, com o intuito de tratar utentes com Covid-19.

O virologista Celso Cunha explica que esta é uma possibilidade enquanto não há vacina ou cura, mas que apresenta limitações."É uma abordagem viável, mas não em larga escala", começa por dizer, ouvido pela TSF.

"Neste momento, não sabemos ainda quantas doses de plasma vão ser necessárias para tratar os doentes, quantos são, e se isso se pode transformar num tratamento universal. Dificilmente isso acontecerá, porque a vacina vai aparecer e vai ser mais eficaz."

No entanto, admite Celso Cunha, "numa situação de extrema dificuldade, qualquer tentativa de minorar os efeitos do vírus é bem-vinda".

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