Podem faltar máscaras nos supermercados. Encomendas estão por entregar

Fabricantes estão a ter dificuldades em fornecer as cadeias de distribuição.

Os supermercados podem enfrentar uma falta de máscaras para colocarem à venda nos próximos tempos. A informação é avançada à TSF pelo presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), que afirma que os fabricantes ainda não estão a conseguir responder à procura.

Gonçalo Lobo Xavier reconhece, por isso, que os super e hipermercados que decidiram vender este material de proteção estão a ter dificuldade em abastecer-se. Para já, a procura está a aumentar, pelo que a APED espera "bom senso" por parte do Governo.

A passagem para o estado de calamidade, aliada à obrigatoriedade do uso de máscaras em transportes públicos ou lojas "fez com que as pessoas fossem a correr para os supermercados que as têm à venda" de forma a abastecerem-se.

As empresas portugueses, a quem foram "feitas várias encomendas, ainda não as conseguiram entregar", reconhece. "O que nos tem sido transmitido pelas empresas é que, no decorrer das próximas semanas, iremos receber as encomendas", garante Lobo Xavier, revelando a que a situação já foi sinalizada junto do Governo.

O pedido de "bom senso" por parte da APED deriva, também, da obrigatoriedade do uso de máscaras nos supermercados. Há, por esta altura, embalagens de 50 máscaras a custar mais de 20 euros.

O Governo já admitiu vir a intervir no mercado, mas o presidente da APED recorda que a taxa do IVA já foi reduzida e que já foi fixada uma margem de lucro máxima de 15% para estes produtos.

"Nenhum dos nossos associados no retalho quer fazer negócio - digamos assim - com a venda de máscaras", assegura o responsável. "Os preços poderão ser elevados, mas não é por causa da margem que a distribuição está a pôr" sobre os produtos.

Neste momento, justifica, o mercado "é escasso" e o produto "difícil de arranjar", pelo que ter acesso a máscaras - sejam elas sociais ou cirúrgicas - com preços "de aquisição que sejam equilibrados" torna-se difícil.

A APED espera que, nos próximos dias, as encomendas cheguem aos distribuidores e o preço "estabilize".

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