Portugal com 151 concelhos no nível de risco mais elevado

Dos 151 concelhos, oito registam uma incidência de infeções acima dos 2000 casos, entre os quais se destaca o Porto Santo, seguido de Lisboa, Ferreira do Zêzere, Porto, Câmara de Lobos, Campo Maior, Almada e Amadora.

Portugal tem esta sexta-feira 151 concelhos no nível mais elevado de incidência de infeções pelo coronavírus, um aumento substancial face aos 32 que estavam na mesma situação epidemiológica na passada sexta-feira, indicam os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o relatório da DGS, estes 151 concelhos (de entre os 308 municípios do país) apresentam uma incidência cumulativa a 14 dias superior a 960 casos de infeção por 100 mil habitantes, o patamar mais alto dos sete definidos pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC).

Desse grupo de 151, oito concelhos registam mesmo uma incidência de infeções acima dos 2000 casos, entre os quais se destaca o Porto Santo, com 4753, seguido de Lisboa (2510), Ferreira do Zêzere (2301), Porto (2129), Câmara de Lobos (2117), Campo Maior (2066), Almada (2005) e Amadora (2001).

No nível abaixo, com uma incidência entre os 480 e 959,9 casos, estão agora outros 114 concelhos, enquanto outros oito - Borba, Calheta (Açores), Corvo, Lajes das Flores, Mourão, Santa Cruz das Flores, Vinhais e Vidigueira -- registam uma incidência entre 120 e 239,9 casos.

O concelho das Velas, nos Açores, é o que apresenta melhor situação, sendo o único do país que apresenta uma incidência entre os 60 e os 119,9 casos, o segundo nível mais baixo dos critérios do ECDC.

Na nota explicativa dos dados por concelhos, divulgados no boletim epidemiológico da DGS, é referido que a incidência cumulativa "corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada".

A Covid-19 provocou 5.428.240 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.955 pessoas e foram contabilizados 1.389.646 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.

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