Portugal defende expansão de mecanismo de apoio a estudantes refugiados

No Fórum Regional da União para o Mediterrâneo, Augusto Santos Silva propôs o alargamento das bolsas de estudo aos refugiados, para que estes concluam os estudos em instituições em países seguros.

Portugal defendeu a generalização do mecanismo de resposta rápida no ensino superior para estudantes refugiados, no Fórum Regional da União para o Mediterrâneo, esta quinta-feira em Barcelona.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, defendeu uma generalização do mecanismo de resposta rápida para estudantes refugiados do ensino superior, inspirado no modelo proposto pelo ex-Presidente da República Jorge Sampaio, que conta com o apoio das Nações Unidas.

Durante os trabalhos do 4.º Fórum Regional da União para o Mediterrâneo (uma organização que reúne 43 países do sul da Europa, norte de África e Médio Oriente), Santos Silva propôs que a organização apoiasse a iniciativa para tornar mais abrangente o modelo que permite a estudantes refugiados receberem bolsas de estudo para a conclusão dos seus estudos em estabelecimentos de ensino superior em países seguros.

"Temos defendido que esse é um sistema que pode ser alargado a vários países em crise", disse à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros, referindo-se à proposta apresentada por Jorge Sampaio, que tem o patrocínio das Nações Unidas, e que já permitiu a centenas de estudantes universitários sírios prosseguir os seus estudos.

Um outro ponto que mereceu referência por parte do chefe da diplomacia portuguesa no Fórum em Barcelona foi a questão ambiental, aproveitando a apresentação de um relatório de trabalho intermédio de uma investigação sobre o impacto das alterações climáticas no Mediterrâneo.

"O mar Mediterrâneo será uma das zonas mais afligidas pelas alterações climáticas", explicou Santos Silva à Lusa, referindo que a sua menção do tema durante os trabalhos do Fórum se prende com a constatação de que Portugal é um país vulnerável, com riscos de desertificação sérios na sua região sul.

Para o ministro, e com base na observação do relatório que está a ser preparado, o impacto das alterações climáticas no Mediterrâneo far-se-á sentir em diversas áreas, como a pesca, os recursos alimentares, a subida das águas do mar, a poluição marinha e a escassez de água.

Santos Silva aproveitou ainda a sua intervenção para colocar a questão das migrações, nesta reunião de ministros da União para o Mediterrâneo, apontando a necessidade de continuar a trabalhar a partir das bases criadas pelo Pacto Global para a Migração Segura, Ordenada e Regular, aprovado nas Nações Unidas em 2018.

O 4.º Fórum Regional da União para o Mediterrâneo decorreu hoje em Barcelona, sob o tema "Pavimentando o caminho a seguir" e reuniu os ministros dos Negócios Estrangeiros dos Estados-membros, tendo sido presidido pela Alta Representante da União Europeia para os Assuntos Externos, Federica Mogherini.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de