Portugal já concedeu mais de dez mil pedidos de proteção temporária

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras tem uma plataforma online, em três línguas diferentes, para pedidos de proteção temporária por residentes ucranianos.

Portugal já concedeu mais de dez mil pedidos de proteção temporária a pessoas vindas da Ucrânia em consequência da situação de guerra, segundo um balanço atualizado à Lusa por fonte do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) na terça-feira.

Segundo a última atualização, o SEF aceitou desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, 10.068 pedidos de proteção temporária.

Até ao final do dia de segunda-feira tinham sido registados 8250 pedidos, que a meio do dia de terça-feira já tinham ultrapassado os 9200.

O Governo português concede proteção temporária a pessoas vindas da Ucrânia em consequência da situação de guerra.

O SEF tem uma plataforma 'online', em três línguas diferentes, para pedidos de proteção temporária por residentes ucranianos.

A plataforma 'SEFforUkraine.sef.pt' "possibilita a todos os cidadãos ucranianos e seus familiares (agregado familiar), bem como a qualquer cidadão estrangeiro a residir na Ucrânia, fazer 'online' um pedido de proteção temporária de um ano, prorrogável por dois períodos de seis meses", segundo o SEF.

No decorrer do processo para proteção temporária em Portugal, os cidadãos que dela requeiram têm acesso aos números fiscal, de Segurança Social e do Serviço Nacional de Saúde, pelo que podem beneficiar assim destes serviços e ingressar no mercado de trabalho.

A plataforma contém ainda informação relativa aos demais aspetos de acolhimento e integração de pessoas deslocadas.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações, o número de pessoas que fugiram da Ucrânia devido à invasão russa atingiu os três milhões, incluindo mais de 1,4 milhões de crianças.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, um ataque que foi condenado pela generalidade da comunidade internacional.

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