Portugal junta-se a campanha pela igualdade no acesso às futuras vacinas contra a Covid-19

A campanha Vacina para Todos é lançada esta quarta-feira em Portugal e já tem o apoio de várias personalidades.

Portugal associa-se esta quarta-feira a uma campanha internacional que pede igualdade no acesso às futuras vacinas contra a Covid-19.

A iniciativa Vacina para Todos foi lançada pelo prémio Nobel Nobel da Paz, e pai do microcrédito, Mohamad Yunus e já foi adotada em 120 países.

O manifesto pede que as vacinas sejam consideradas um Bem Comum Global, de modo a que sejam distribuídas em simultâneo e independentemente da nacionalidade ou do poder económico dos países.

Em declarações à TSF, a ex-ministra da Saúde Ana Jorge, uma das porta-vozes desta campanha em Portugal, conta que um dos objetivos é combater o açambarcamento que alguns países querem fazer às vacinas.

"No estados Unidos, por exemplo, a vacinação está a ser usada como uma arma na campanha política do presidente Trump. Isso é algo que, do ponto de vista moral cívico e dos direitos humanos é chocante", lamenta. Daí a importância deste ser um "movimento da sociedade civil" e não uma iniciativa política.

A antiga ministra da Saúde lembra que Portugal tem um sistema de vacinação eficaz e gratuito, mas muitos países não. Por isso, a campanha é também dirigida aos líderes mundiais.

Esta é uma pandemia, uma doença global, portanto faz sentido uma "responsabilização de todos os Estados na procura de a ultrapassar", defende Ana Jorge. "Muitos países têm um custo real para cada uma das pessoas individualmente e o Estado não é protetor, nem há um estado social que dê apoio a quem não tenha acessibilidade."

A campanha para que a vacina chegue a todos ao mesmo tempo pede também que a indústria farmacêutica seja justa na definição dos preços.

Apesar de reconhecer que "há um grande investimento do ponto de vista financeiro", Ana Jorge considera fundamental estabelecer um equilíbrio entre aquele que é o valor real da vacina e a margem "muitas vezes exagerada dos lucros das empresas".

As vacinas devem ter "um preço justo" e com apoio de doadores internacionais chegar "de forma praticamente gratuita" às pessoas, defende.

Em todo o mundo, a campanha Vacina para Todos já conta com assinaturas de 25 prémios Nobel e de 40 chefes de Estado e de governo.

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