"Expectativas." Portugal pode conseguir imunidade de grupo em agosto

Gouveia e Melo, coordenador da task force para o Plano de Vacinação em Portugal, fez o ponto de situação, esta tarde, na reunião no Infarmed.

"O cenário mudou desde dia 19 de fevereiro. A redução no primeiro trimestre continua a confirmar-se, apesar de ser menor", adianta o vice-almirante, acrescentando que "há uma expectativa mais positiva para o segundo trimestre e muito mais positiva para o terceiro e quarto trimestres".

"Se estas expectativas se mantiverem, o período em que se pode atingir a imunidade de grupo [em Portugal] pode reduzir-se, para meados do verão, à volta de agosto, ou inícios de agosto", indica. Gouveia e Melo reforça que estas são apenas projeções.

"Vai haver uma concentração de vacinas já no segundo trimestre", o que vai aumentar a velocidade de vacinação para "cerca de cem mil inoculações por dia", aponta.

Vacinação no máximo da capacidade

"Chegaram de grosso modo cerca de um milhão de vacinas a Portugal e, destas, foram aplicadas 680 mil vacinas no continente, 29 mil nos Açores e na Madeira e 230 mil vacinas que chegaram esta segunda-feira vão ser aplicadas esta semana", refere Gouveia e Melo.

"Já temos 4,5% da população com a primeira dose da vacina e 2,7% com a segunda dose", acrescenta.

"Está a vacinar-se com o máximo da capacidade, perante as vacinas que chegam a Portugal", finaliza o mesmo responsável.

Portugal com Rt mais baixo da Europa

Portugal apresenta, em média, um índice de transmissibilidade de 0,67 em todas as regiões do país, o que representa também o valor mais baixo de toda a Europa, revelou esta segunda-feira Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA). Ainda assim, "nada é adquirido" na luta contra a pandemia, pelo que é necessário continuar a adaptar comportamentos.

O Rt está a "estabilizar, mantendo-se entre 0,66 e 0,68", revelou na reunião do Infarmed, onde estão também presentes o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa. "Houve um decréscimo da incidência com o primeiro pacote de medidas, em todas as regiões", sublinha, acrescentando que "com o confinamento de janeiro e fevereiro, os efeitos foram mais visíveis".

"Se continuarmos com este valor de redução da transmissibilidade, é possível continuarmos a descer numa velocidade acentuada", adianta.

"Nada disto é adquirido, tudo depende do grau de implementação das medidas e dos comportamentos da população portuguesa", sublinha Baltazar Nunes.

"Já não é um desafio." Mais de 90% dos portugueses sai de casa com máscara

A epidemiologista da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), Carla Nunes, deu conta esta segunda-feira, na reunião do Infarmed, que 92% dos portugueses usam "sempre" máscara. Os dados têm origem num barómetro promovido pela ENSP e que está a ser também utilizado em países como Argentina, México e Bolívia.

"O uso de máscara per se já não é um desafio", admitiu Carla Nunes, garantindo que, ao longo da pandemia, mais pessoas aderiram ao uso de máscara. No estudo, o "sempre" prevaleceu em 92% das respostas dos inqueridos no último mês.

Questionados também sobre se nas últimas duas semanas estiveram em grupos "de dez ou mais pessoas que não vivem consigo", apenas 1,7% dos portugueses respondeu que sim quanto à última quinzena. Sobre as saídas de casa sem ser para ir trabalhar, apenas 16,4% dos inquiridos respondeu o fez, o que representa uma redução "de metade" em relação a dezembro.

Quanto ao nível de confiança nos serviços de saúde, Carla Nunes destaca uma recuperação, "depois de uma queda abrupta".

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