"Portuguay", a seleção de dois imigrantes de Montevidéu que tiveram uma filha em Lisboa

Maité e Cláudio têm uma loja em Lisboa com produtos típicos do país de origem, com destaque para o mate, uma infusão de ervas. Ao final da tarde, o ecrã da televisão vai encurtar a distância para o Qatar, onde se defrontam duas seleções especiais. No meio desta fórmula - que se divide em Portugal e o Uruguai - há um motivo que faz o coração vacilar.

A filha Emília, de 3 anos, é o elo mais forte a Portugal, país que acolhe Maité Chaves e Cláudio Barindelli há 12 anos. Mas quando se juntarem, mais logo, em casa de familiares, o coração vai bater mais pelo Uruguai. "É difícil para nós... vamos torcer pelo Uruguai, porque é o país do nosso coração, mas se vencer Portugal também ficamos felizes".
Sem camisolas oficiais para vestir, Maité e Cláudio não dispensam a bandeira do Uruguai, com riscas azuis e brancas, e um sol no canto superior esquerdo.

"Temos uma bandeira e vais estar connosco logo, durante o jogo. Foi assim no último Mundial".
2018 foi ano de má memória para Portugal. A seleção nacional foi afastada pelo Uruguai, nos oitavos de final, no mundial da Rússia.

"Desta vez podiam empatar e passar as duas à próxima fase". A família que vive em Montevideu, capital do Uruguai, conta que há frenesim em torno do jogo de hoje.

"Portugal é uma equipa forte. Os uruguaios estão com expectativa à espera do jogo".

Portugal-Uruguai começa às 19h cá, 16h lá. O país de Maité e Cláudio vai parar.

"Nas escolas, as aulas vão acabar mais cedo. Sempre foi assim... e como é verão, as pessoas podem ir para as esplanadas e beber um mate ou uma cerveja".

Em Lisboa, este casal vai ter os olhos postos no Qatar, com petiscos portugueses para comer e mate para beber, uma infusão com benefícios físicos, que é um dos produtos mais populares que vendem na loja que abriram em Lisboa há um ano.

Em contagem decrescente para o jogo, Maité e Cláudio rematam a conversa com um prognóstico.

"Pode ser 1-0 para o Uruguai", responde Maité. Já o marido diz que "gostaria de ver mais emoção e aposto em 2-1, mas foi o resultado no mundial da Rússia".

Que a história não se repita.

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