Portugueses defendem ambiente, mas não mudam hábitos (nem querem deixar de comprar roupa barata)

Apenas uma minoria defende que mudar hábitos é das melhores formas de resolver os problemas ambientais.

Cerca de 60% dos portugueses, bem mais do que a média europeia de 49%, defendem que o preço das roupas deve ser o mais baixo possível, independentemente do impacto sobre o ambiente ou as condições de trabalho de quem as produz.

Curiosamente, os portugueses que na maioria do tempo têm dificuldade em pagar as suas contas são os que menos concordam com a ideia anterior (apenas 29%).

Esta é uma das conclusões de um inquérito promovido pela Comissão Europeia, através do chamado Eurobarómetro, sobre as atitudes e comportamentos dos europeus perante os problemas ambientes que afetam o mundo.

Os resultados também revelam que Portugal está no grupo de países onde mais pessoas reciclam (77%) e dos que mais afirmam poupar na água em casa (36%).

O país também se destaca pelo elevadíssimo número de pessoas, 99%, que dizem que é importante defender o ambiente.

Mudar hábitos não é o mais importante

Contudo, pelo contrário, para poupar o ambiente, os portugueses são dos que menos compram produtos em segunda mão (6% contra 21% na Europa) e dos que menos evitam viagens desnecessárias de carro (de novo, 6% contra 21%) ou mudam os seus hábitos alimentares (11% vs 19%).

A compra de produtos locais também é um hábito, em Portugal (26%), bem menos comum do que na União Europeia (42%)

Portugal é aliás o quarto país onde as pessoas menos defendem que mudar a forma como consumimos é uma das melhores formas de combater os problemas ambientais (apenas 24% concordam com essa ideia).

A mudança de hábitos de consumo é a medida mais importante para os europeus, mas em Portugal esta é ultrapassada pelas mudanças na produção e comércio (31%), investigação científica (25%), legislação ambiental mais apertada (25%) ou multas mais pesadas (28%).

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