Portway admite prolongar lay-off até junho

A empresa de handling dos aeroportos portugueses fala em quebras de 955 nos movimentos e sublinha que tudo estará dependente da retoma e do movimento das companhias aéreas.

Na carta enviada aos trabalhadores e a que a TSF teve acesso, a Administração da Portway sublinha que "a dimensão das medidas do lay-off em Junho irá depender do grau de atividade" que estiver estabelecido para esse mês. Ou seja, não é descartada a hipótese deste regime se prolongar para muitos trabalhadores.

No documento, assinado pela administradora-delegada, é garantido aos funcionários que a empresa se "encontra a trabalhar com alguns clientes que pretendem retomar a atividade em junho, ainda que em dimensões reduzidas, quer em número de rotas, quer nas frequências".

No entanto, sublinha que para além das companhias que nunca interromperam atividade e que são muito poucas, "nenhuma outra confirmou ainda as datas de início da operação, estando dependentes do levantamento das restrições à aviação nos diversos países".

Para justificar o lay-off dos trabalhadores em maio, a Portway, empresa que faz a assistência em terra aos passageiros nos aeroportos portugueses, estima este mês uma quebra superior a 95% nos movimentos comerciais e de 40% no volume de carga transportada. A título de exemplo, o aeroporto de Lisboa que teve em maio de 2019 60 movimentos diários, irá ter cerca de 8 também diariamente este ano. Pior está o aeroporto de Faro, onde no mês homólogo do ano passado foram registados 55 movimentos diários e este ano terá uma operação nula ou residual. O Porto, de 37 voos diários, apenas ficará com quatro e o Funchal, de 14 movimentos por dia registados no ano passado, passará para cinco a seis, mas por semana.

Na carta, a administração da Portway considera que o futuro da aviação nos próximos meses apresenta uma grande incerteza e apela à "flexibilidade e criatividade" dos trabalhadores para ultrapassar esta fase.

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