Poucos quartos, caros e sem qualidade: o drama dos estudantes deslocados sem fim à vista

Associações académicas de Lisboa, Porto e Coimbra dizem que faltam camas para acolher os novos estudantes universitários.

Mais de uma semana depois do início do ano letivo no ensino superior, o problema da falta de alojamento para estudantes deslocados continua sem fim à vista.

Na opinião do presidente da Federação Académica de Lisboa, o Governo não pode permitir que haja um aumento do número de vagas nas instituições de ensino sem acautelar as condições necessárias para os alunos.

Em declarações no Fórum TSF, João Machado afirma que o novo plano nacional para habitação estudantil "é quase como um reciclar do anterior plano nacional".

Os fundos do PRR podem contribuir para aumentar o número de camas, aponta, mas a curto prazo será difícil encontrar uma solução.

"Isto é um problema que se vai continuar a manter neste ano, que se vai manter no próximo ano e nós esperamos que, se calhar aqui por 2/3 anos, com uma construção rápida e com uma execução transparente do plano, possamos estar melhor".

Também João Caseiro, presidente da Associação Académica de Coimbra, denuncia ofertas com preços elevados e baixa qualidade. Sem uma "regulação adequada do mercado", lamenta, o problema continua a agravar-se.

"Já nos meses de verão sentia uma procura muito elevada ao nível do arrendamento a nível de quartos (...) e desde o início do ano letivo os novos estudantes colocados na universidade há uma semana começaram a intensificar a procura dos quartos e a oferta é cada vez mais diminuta, portanto, não há melhorias."

À Federação Académica do Porto (FAP) continuam a chegar pedidos de ajuda para alugar um quarto, conta Gabriela Cabilhas.

A presidente da FAP acredita as autarquias podem ser um parceiro importante para colmatar o problema.

"Nós tivemos muito recentemente promessas renovadas, das camas que tinham sido prometidas e que acabaram por não ser concretizadas chegados a 2022, por isso mesmo vamos fazendo esforços com as próprias autarquias, tentando reinventar e construir novos modelos para que consigamos, com grande esforço, disponibilizar mais camas, dada a escassez da oferta e o aumento brutal do preço dos quartos."

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