Presidente da Altice arrasa estudo sobre o SIRESP: revela "profunda ignorância"

Alexandre Fonseca diz que 25 milhões não chegam para resolver os problemas do SIIRESP e que não é possível recorrer a infraestruturas de empresas públicas porque estas não existem.

O Presidente da Altice, Alexandre Fonseca, considera que o estudo sobre o SIRESP divulgado esta quinta-feira revela "profunda ignorância e deslocamento da realidade".

O grupo de trabalho do Instituto de Telecomunicações analisou o estado do sistema de rede de emergência a pedido do Governo e encontrou vários problemas, pelo que recomenda ao Estado que gaste entre 20 a 25 milhões de euros para garantir que o SIRESP é mais seguro, mais moderno e menos dependente de empresas privadas.

Em declarações à TSF, Alexandre Fonseca considera que 25 milhões de euros são uma gota de água.

Construir um quilómetro de rede enterrada em terreno baldio custa 25 mil euros por quilómetro; em calçada urbana custa 40 mil euros por quilómetro e sob uma estrada, que precise de levar asfalto, custa 70 mil euros por quilómetro, enumera.

Apesar de, no negócio feito com a Altice e a Motorola, o Estado ter ficado com os ativos da empresa - entre eles as antenas de satélite compradas para existir uma rede de redundância - a solução continua a ser dispendiosa. A dependência destas empresas de telecomunicações privadas é apontada pelos técnicos do Instituto de Telecomunicações como um dos principais problemas da atual rede.

Os autores do estudo propõem que depois de 2021, ano em que termina os contratos com as tecnológicas privadas, o Governo passe a usar as infraestruturas de empresas públicas, como a IP Telecom, para a redução da dependência do Estado dos interesses de privados, algo que na opinião do presidente da Altice não faz sentido.

"Quais infraestruturas?", questiona Alexandre Fonseca. A IP Telecom não tem torres de comunicações, nota. "Devemos esquecer todas as infraestruturas existente e construir de raiz?"

O CEO da Altice diz que é preciso mais "responsabilidade" de quem faz e apresenta estes estudos. "Fico preocupado. Parece que este estudo é um ato de auto-estimulação intelectual de um conjunto de teóricos de nível académico".

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