Presidente do IPMA defende vias mais rápidas e eficazes para comunicar alertas meteorológicos

Dois dias depois das cheias na região da Grande Lisboa, Miguel Miranda explica que o cálculo e a matemática não antecipam todos os fenómenos climáticos e lamenta que Portugal não tenha tradição numa resposta muito organizada em situações de cheias e inundações.

O presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) admite, em declarações à TSF, que, em casos como as inundações que aconteceram há dois dias na Grande Lisboa, deve existir uma forma mais rápida de avisar as pessoas. Miguel Miranda dá o exemplo das mensagens enviadas para os telemóveis, durante a época de incêndios, para defender uma revisão de procedimentos de comunicação com as populações.

O presidente do IPMA considera que as autoridades e as populações também não podem ficar à espera que seja declarado o alerta vermelho para agirem em conformidade.

Miguel Miranda responde assim às críticas feitas ao instituto de que o alerta vermelho foi emitido demasiado tarde.

O presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera explica, na TSF, que nem todos os fenómenos climáticos obedecem às regras do cálculo matemático. A quem questiona a capacidade de antecipar com exatidão a intensidade e a localização de acontecimentos, como as enxurradas que devastaram a zona da Grande Lisboa na noite de quarta-feira, Miguel Miranda explica que tal não é possível.

Sobre os efeitos das enxurradas e os prejuízos acumulados, Miguel Miranda lamenta que Portugal não tenha tradição numa resposta muito organizada em situações de cheias e inundações.

O presidente do IPMA lembra, também, que os locais onde pode ocorrer acumulação de água - que foi o que aconteceu - são bem conhecidos e estão identificados.

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