Primeiro de Maio. Sindicatos apelam à "valorização" dos salários e trabalhadores

Mário Mourão, da UGT e Ana Pires, da CGTP, apelam à participação nas manifestações do Dia do Trabalhador, este domingo, e reivindicam a valorização dos salários e dos trabalhadores.

Este domingo, a União Geral de trabalhadores (UGT) volta a celebrar o Primeiro de Maio, com a data a ser marcada pela estreia de Mário Mourão como o novo secretário-geral do sindicato.

O sucessor de Carlos Silva entende que o país vive um momento difícil e de "incertezas", mas, ainda assim, o Dia do Trabalhador vai ser de "festa" e a UGT já escolheu as palavras de ordem: "renovar, qualificar e valorizar salários".

O recém-eleito líder da UGT espera que o Governo de maioria não seja uma "oportunidade perdida", acreditando que o executivo de António Costa vai cumprir o que prometeu, senão, na sua opinião, seria "mais um prego no descrédito" dos governantes.

Mário Mourão explica que "a rua não está excluída" e que as greves e as manifestações são sempre uma possibilidade, mas o diálogo é a prioridade "para contemplar os trabalhadores".

A UGT tem, neste momento, o número mais baixo de sindicalizados dos últimos 13 anos. Durante o mandato de Carlos Silva perderam mais de 40 mil associados e o novo líder reconhece que este é um desafio, dizendo que em breve vai reunir com os vários sindicatos e tomar medidas para recuperar sobretudo os mais jovens.

CGTP organiza manifestações em mais de 30 localidades

No próximo domingo, a CGTP vai estar presente em mais de 30 localidades, para assinalar o Dia do Trabalhador. Ana Pires, da comissão executiva da central sindical, diz que a mensagem que querem passar é a da valorização do "trabalho e os trabalhadores".

As maiores reivindicações do sindicato serão "o aumento dos salários e das pensões de forma a dar resposta ao brutal custo de vida a que temos assistido", explica.

A secretária geral da CGTP, Isabel Camarinha, vai estar a partir das 15h00 deste domingo no Martim Moniz, para depois a manifestação seguir rumo à Alameda, em Lisboa.

Além do desfile na capital, Ana Pires apela à participação "em todas as capitais de distrito e noutras localidades", porque, além de se tratar "de um dia de luta", "também vai ser um dia de festa", garante.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de