Reforço do SNS. Privados já foram contactados pelas autoridades de saúde

Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) confirma contactos com Administrações Regionais de Saúde do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo. À saída da audiência com Presidente da República, lamentam a atual relação institucional com o governo.

Tanto para o norte como para a região de Lisboa, os hospitais privados já foram contactados para saber da disponibilidade que têm para ajudar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) no combate à pandemia. À saída da audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da APHP, Óscar Gaspar, sublinhou que as ARS Norte e Lisboa e Vale do Tejo pediram um levantamento "no final da semana passada".

Antes, os contactos foram inexistentes e merecem o lamento deste responsável que considera que tendo em conta que o setor privado representa "um terço da capacidade hospitalar" do país, seria "razoável que se envolvesse os privados na resposta".

De acordo com Óscar Gaspar a relação entre SNS e o setor privado no combate à pandemia tinha terminado ainda em abril e de forma unilateral da parte do Executivo.

"Entre 26 de março e 12 de abril, recebemos cerca de 5 mil portugueses com Covid, estiveram internados, por norma, à volta de 120 pessoas e nos Cuidados Intensivos também à volta de 10 ou 11 pessoas por dia durante esse período. A partir daí, não houve contactos com o Ministério da Saúde", nota.

Mas garantindo disponibilidade para participar na luta contra a pandemia ao lado do SNS, o presidente da APHP lembra é que é preciso tempo para fazer os planos e, portanto, lamenta a falta de clareza na relação com as autoridades públicas de saúde.

"Muitas vezes não é questão apenas do número, da questão das camas, é também se temos equipas disponíveis e se os circuitos estão operacionalizados. Isso demora tempo a fazer e, portanto, entendo que devia haver uma relação institucional mais clara sobre o que se pretende de cada um dos atores", conclui.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de