Professor de História explica que faz sentido ponte de Badajoz ter o nome de 25 de Abril

A Junta de Extremadura convidou António Costa para a inauguração.

A nova ponte de Badajoz sobre o rio Guadiana vai chamar-se 25 de abril, numa homenagem a Portugal. A Junta da Extremadura já convidou António Costa para estar presente na inauguração entre 7 ou 9 de janeiro.

O presidente da Câmara de Badajoz defendia o nome de Bárbara de Bragança, a infanta portuguesa que casou com Fernando VI em 1729, e ainda esteve em cima da mesa o nome de Ponte de Elvas. Mas a revolução dos cravos falou mais alto e um académico ouvido pela TSF explica porquê.

Segundo Francisco Rodríguez Jiménez, doutorado em História Contemporânea, os elementos comuns que acompanharam a transição para a democracia em Portugal e, cerca de dois anos depois, em Espanha, só por si, justificam o nome de 25 de abril para a quinta ponte de Badajoz sobre o Guadiana.

O docente de História da Universidade da Extremadura recorda que o regime de Franco se "assustou" quando se produziu a "revolução dos cravos" em Portugal. "Temia que o que se passou em Portugal pudesse acontecer em Espanha. Por isso, digo que - o 25 de abril - serviu como elemento de inspiração. É verdade que os processos são diferentes, mas houve um elemento de imitação do povo português", sublinha.

Rodríguez Jiménez congratula-se com o facto da Junta Autónoma da Extremadura estar a fazer um esforço para que Portugal e Espanha sejam, cada vez, mais cooperantes, admitindo que o nome escolhido para a nova ponte será mais um passo no estreitar de laços.

"Há elementos comuns que devem ser potenciados, porque são positivos para ambas as populações. Sobretudo, neste contexto de globalização e de poderes empresariais ou económicos muito fortes, muito poderosos. Creio que a união seria sempre positiva", justifica o docente, enquanto faz ainda alusão ao "Plano Portugal". O mesmo que está a levar a língua e cultura portuguesas a várias escolas da Extremadura, para tentar consolidar relações entre ambos os lados da raia.

"Para que as crianças da Extremadura saibam falar a língua e que a língua sirva, precisamente como ponte. Aqui estamos a falar de uma ponte material, mas a língua e a cultura são pontes simbólicas entre as duas sociedades", insiste.

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