Proposta do PS. É "bizarro" verificadores de notícias "poderem ser alguém externo a uma redação"

O Sindicato dos Jornalistas enviou à Procuradoria Geral da República um pedido de fiscalização da Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital, por considerar que o artigo 6º pode ser inconstitucional. Luís Simões, representante do sindicato, considera não vê raazão na proposta do PS.

Luís Simões, presidente do Sindicato dos Jornalistas, considera bizarra a proposta do PS, de implementar estruturas dedicadas à verificação de factos "criadas por entidades de comunicação social registadas na Entidade Reguladora da Comunicação Social" e com o "apoio do Estado". O trabalho dos jornalistas é precisamente verificar factos, explica o responsável, em declarações à TSF.

"Deontologicamente nós temos um código e uma ética que não nos permite dar notícias falsas. Isso não existe. Nós temos a obrigação de as verificar." Caso a informação veiculada tenha incorreções, os jornalistas sofrem "as consequências disso", pelo que Luís Simões sustenta: "Não vejo razão para ter uma pessoa a pôr em causa o nosso trabalho."

Luís Simões sublinha que os jornalistas têm um código deontológico e não dão "notícias falsas", pelo que a proposta do PS não é compreensível. "É bizarro. O exercício jornalístico reitera desde logo uma verificação de factos. Os fact checkers somos nós, os jornalistas. Mais bizarro é quando esses verificadores de factos poderem ser alguém externo a uma redação." O presidente do Sindicato dos Jornalistas não consegue imaginar como uma pessoa externa ao serviço poderia desempenhar esse trabalho.

A direção do Sindicato dos Jornalistas já enviou à Procuradoria-Geral da República um pedido de fiscalização da Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital, por considerar que o artigo 6º pode ser inconstitucional.

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