Proteção Civil avisa que "cocktail meteorológico" favorece fogos de progressão rápida

A Proteção Civil adianta que neste momento "toda a faixa interior tem um índice preocupante", devido ao risco de incêndio. Foram instalados meios para assegurar o pré-posicionamento, com grupos de ataque ampliado e de reforço florestal, em alguns concelhos do país.

A Proteção Civil admite "uma preocupação acrescida" para os próximos dias, para os quais se preveem "fogos com progressão muito rápida" dado o "cocktail meteorológico que em nada favorece as forças no terreno".

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil adiantou ainda, em conferência de imprensa, foi elevado o estado de alerta especial laranja e amarelo para todo o país. Em Macedo de Cavaleiros, Vila Real, Castelo Branco e Loulé, Faro, foram instalados meios de ação preventiva, para dar mais força ao dispositivo. Há ainda uma brigada especial em Barranco do Velho. Cada grupo terá entre 30 a 60 elementos.

De acordo com a autoridade, o pré-posicionamento dos meios garante o reforço imediato, e a proximidade imediata às áreas mais influenciadas pelo perigo meteorológico. A Proteção Civil considera neste momento que "toda a faixa interior tem um índice preocupante", agravado por fatores como a seca e a disponibilidade de combustíveis.

Esta "estratégia tem corrido bem porque tem o diminuído número de ignições", explicou a Proteção Civil.

Nos próximos dois dias, até quarta ou quinta-feira, precisa a Proteção Civil, há tolerância zero ao uso de fogo, e deve ser dada uma especial atenção ao uso de máquinas como tratores, alfaias, motosserras e outra maquinaria. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil deixa ainda o apelo para que os portugueses não façam estes trabalhos, para que não seja iniciada uma ignição.

De acordo com o IPMA, a partir de quinta ou sexta-feira, o perigo meteorológico deve decrescer, e, nessa altura, as atividades rurais poderão ser retomadas.

Quanto ao incêndio em Salvaterra de Magos, que no fim de semana mobilizou dispositivos de bombeiros, estima-se que tenha ardido uma área entre os 150 e os 200 hectares. Houve, de acordo com a Proteção Civil, uma ação muito musculada dos meios terrestres e dos meios aéreos. Parte do dispositivo está ainda no terreno, para o caso de um reacendimento. O incêndio está em fase de rescaldo e vigilância.

Questionada sobre Castro Marim, a Proteção Civil garante que a situação poderia ter sido muito pior, devido ao potencial do incêndio, que poderia ter consumido 20 mil hectares e que se ficou pelos 6700. A operação foi "um sucesso", garante a autoridade.

Ocorreram "algumas detenções rnos últimos dias, por parte da GNR e PJ", mas ainda não foram divulgados os locais e número de suspeitos de começarem os fogos.

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