Protesto em Lisboa. PSP diz que polícias foram tratados como quaisquer outros manifestantes

Porta-voz da Direção Nacional da PSP garante que não houve nenhuma exceção durante a manifestação do Movimento Zero, em Lisboa.

O porta-voz da Direção Nacional da PSP assegura que "não foi tomada nenhuma decisão, nem adotado nenhum procedimento especial" por se tratar de uma manifestação de polícias.

O protesto foi inicialmente marcado para a frente da Assembleia da República, mas acabou por se tornar num desfile em boa parte do centro de Lisboa.

Um desfile que a PSP não impediu e que obrigou mesmo a polícia a cortar o trânsito nalguns locais de Lisboa. À TSF, o porta-voz da Direção Nacional da PSP, garante que os polícias que participaram nesta manifestação do Movimento Zero foram tratados como quaisquer outros cidadãos.

Nuno Carocha sublinha que a polícia não intervém por "dá cá aquela palha". É preciso avaliar se há "motivos de segurança objetivos" que justifiquem uma intervenção. Neste caso, defende o porta-voz da PSP, esse risco não existiu.

No desfile do Movimento Zero pelo centro de Lisboa, a PSP foi obrigada a cortar o trânsito, por exemplo, na Avenida da Liberdade. Terá, desta forma a polícia ajudado a uma situação irregular? A esta pergunta, Nuno Carocha responde que "compete à autoridade criar as condições para que o direito à manifestação" se concretize. E foi precisamente isso que aconteceu, assegura este responsável.

Terão os polícias sido tratados de forma diferente de quaisquer outros manifestantes? O porta-voz da Direção Nacional da PSP garante que não, e que há vários exemplos disso mesmo, isto é, de outras manifestações que não se limitam ao local para onde estavam anunciadas e, mesmo assim, não há intervenção policial. Quantas no último ano? A pergunta fica, por enquanto, à espera de resposta.

Questionado sobre a queixa apresentada pelo Comando Metropolitano de Lisboa ao Ministério Público, Nuno Carocha afirma que não se tratar de uma queixa, mas sim, uma "comunicação obrigatória por lei", à autoridade judiciária, em casos como o da manifestação do Movimento Zero.

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