PSP demora anos a aceitar carro oferecido por junta de freguesia

Freguesia de Lisboa vive vaga de assaltos. Autarquia diz que a PSP não tem meios, mas mesmo assim nunca mais aceita a oferta de uma viatura.

Numa altura em que a PSP tem falta de viaturas operacionais e os moradores dizem que há uma vaga de assaltos e vandalismo, a Junta de Freguesia do Areeiro, em Lisboa, está há mais de dois anos à espera de uma resposta da polícia a uma oferta de um carro elétrico.

A história é contada pelo presidente da junta, Fernando Braamcamp, que diz que não quer entrar em polémicas mas o facto é que a autarquia não tem obtido resposta e já lá vão "dois ou três anos".

"Pagamos o carro, pagamos as sirenes, é um carro elétrico que defende o meio ambiente e o comando da PSP não responde se aceita ficar com o carro", explica o autarca que apenas espera o OK da polícia para comprar a viatura.

O presidente da junta admite que há uma deficiência crónica de meios humanos e materiais na PSP e acrescenta que não é possível fazer a vigilância a pé.

A única condição que a autarquia coloca é que o carro fique na esquadra que cobre a área da freguesia.

Questionada pela TSF, a PSP de Lisboa não dá detalhes e justifica-se com o "procedimento instituído", acrescentando que a parceria com as autarquias, nestes casos, "tem de acautelar e fazer refletir a visão de todas as entidades envolvidas sobre os deveres e obrigações decorrentes da conjugação de esforços firmada".

A PSP promete, para breve, a assinatura de um protocolo com a Junta de Freguesia do Areeiro.

Onda de assaltos e vandalismo

A falta de resposta à oferta da viatura pela autarquia é agora mais importante porque desde novembro que os moradores se queixam de um aumento abrupto de vandalismo e assaltos em lojas e carros.

Rui Martins, do grupo Vizinhos do Areeiro, tem reunido o número de queixas que ouve dos vizinhos e diz que não é normal.

O representante do grupo de vizinhos fala em falta de meios da polícia.

A PSP confirma "diversos episódios de furto em interior de viaturas, com particular incidência na última quinzena do mês de dezembro", mas garante que já avançou com medidas como um "policiamento para as áreas mais afetadas" e "investigação criminal".

A 26 de dezembro foi preso um homem a assaltar um carro o que, segundo a polícia, já fez diminuir as ocorrências.

Além das viaturas, a PSP admite que "no final do ano anterior e início do presente ano verificou-se igualmente um crescimento de ocorrências de furtos em interior de estabelecimentos na mesma freguesia, o que levou a adotar um reforço de policiamento, agora mais direcionado para este fenómeno".

A polícia deixa ainda um apelo às pessoas para que reportem os crimes "de que sejam lesadas ou meras testemunhas", "informação essencial para conhecer a realidade sentida pelos cidadãos" e apanhar quem comete os crimes.

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