Público nos estádios e discotecas abertas? "Não será certamente nos próximos tempos"

As autoridades de Saúde acreditam que não é tempo de fazer experiências no regresso de público ao futebol e discotecas, referindo que neste momento há um foco no início do ano letivo.

A poucos dias do regresso às aulas, e já depois de várias escolas privadas terem aberto as portas, Graça Freitas adiou o regresso do público aos estádios de futebol e a reabertura das discotecas, dando a entender que esta não é a prioridade.

A diretora-geral da Saúde juntou os dois temas e assegurou que tanto os estádios com assistência como a reabertura de discotecas não vai acontecer "nos próximos tempos", até porque o início do ano letivo é uma "fase muito importante" para a evolução da pandemia em Portugal.

"Manda a precaução que num momento como este não ensaiemos novas medidas" que possam gerar mais casos, tendo também em conta o aumento dos números das últimas 24 horas, alerta Graça Freitas.

Regresso das férias justifica subida dos números

Na habitual conferência de imprensa, a diretora-geral da Saúde recordou que "o vírus ainda não está entre nós há um ano" e, para justificar os números desta quarta-feira, afirmou que este é o período de "reentrada de férias" em Portugal.

É um momento que "gera mais contactos e estes geram mais casos", reconhece. Por precaução, "o Governo já tinha tomado a decisão de podermos voltar à contingência", o que vai permitir "ter mais cuidados com o movimento populacional", em especial o regresso ao trabalho e o regresso às escolas.

Contudo, Graça Freitas frisou que "apenas 12% destes casos dizem respeito a pessoas com mais de 70 anos" e a secretária de Estado adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, esclareceu que "estamos perante um foco de contagio sobretudo familiar", explica sobre os contactos identificados.

"Há oito ou nove vacinas mais avançadas"

Questionado sobre o prazo expectável para a disponibilização da vacina, Rui Ivo, presidente do Infarmed, sublinha que os esforços estão a ser feitos a nível europeu e que do "conjunto de vacinas que estão em desenvolvimento, há oito ou nove que estão mais avançadas".

Depois poderão chegar à Agência Europeia do Medicamento, mas as datas mais concretas só podem ser "dadas depois dessa avaliação".

O presidente do Infarmed refere ainda que a suspensão do ensaio da vacina da AstraZeneca está em vigor até que termine a análise à situação, que depende do painel de peritos encarregado da mesma.

"Contratualmente, a previsão feita foi de que no final do ano já poderia estar disponível parte da vacina", estando esta sempre dependente da autorização europeia.

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