Quase 70% não tomaram a vacina da gripe no ano passado

Preocupados com o regresso às aulas, embora considerem positiva a preparação, confiantes nos cuidados pessoais, mas não dos outros. Este é o retrato tirado pela sondagem da Aximage para a TSF e JN. A atuação do Governo nos surtos em lares merece nota negativa.

Há um antes e um depois da Covid-19: se, no ano passado, 68% dos inquiridos passaram ao lado da vacina da gripe, agora, mais de metade, 52% estão a pensar em tomar.

Entre quem mais toma a vacina estão os idosos, entre aqueles que não apanham estão as classes mais altas.

Com o inverno a chegar, metade dos inquiridos (50%) acreditam que o país está melhor preparado para lidar com a Covid-19 nos próximos meses, 29% receiam que não e 19% respondem "nem bem, nem mal".

E com o frio deve vir um novo período de confinamento? 47% defendem que sim, 40% preferem deixar andar e 13% não têm opinião.

Em caso de novo confinamento, mais de metade dos inquiridos (54%) consideram que deve ser mais exigente do que o anterior, 16% respondem que não e 25% defendem que a exigência deve ser a mesma.

56% dos inquiridos consideram que os portugueses facilitam em relação às recomendações da Direção Geral da Saúde, enquanto 42% pensam que as orientações são seguidas.

Já sobre os comportamentos pessoais, 68% garantem que cumprem mais do que a maioria, apenas 6% assumem que cumprem menos e 24% afirmam cumprir o mesmo.

A sondagem mostra que existe preocupação no regresso dos alunos às escolas: para 47% dos inquiridos, 36% até estão muito preocupados, apenas 16% não expressam qualquer inquietação.

Com a abertura do ano letivo, 42% consideram-se "bem informados", 24% queixam-se de falta de informação e 17% afirmam que sabem o "suficiente".

Para 43% dos inquiridos, o Governo e em especial o Ministério da Educação recebem nota positiva na forma como prepararam o regresso às escolas, 34% não aprovam, cerca de 20% respondem com um "nem bem, nem mal")

Pelo contrário, o Governo e a Direção Geral da Saúde chumbam na avaliação de como geriram os surtos de Covid-19 em lares de idosos: 56% dos inquiridos dão nota negativa ao executivo, outros 54% à DGS.

As opiniões dividem-se no caso da atuação das autarquias: 39% de avaliações negativas, 33% de positivas.

No caso concreto do diferendo entre a Ordem dos Médicos e o Governo a propósito do lar de Reguengos de Monsaraz, 31% dão razão à Ordem dos Médicos, 15% estão ao lado do Governo (sobretudo eleitores do PS e da CDU) e outros 15% reconhecem razão aos dois lados. Cerca de 20% não sabem ou não respondem.

Ficha técnica

A sondagem foi realizada pela Aximage para a TSF e o JN, com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados o novo coronavírus .

O trabalho de campo decorreu entre os dias 12 e 15 de julho. Foram recolhidas 603 entrevistas entre maiores de dezoito anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo e escolaridade.

À amostra de entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95% com uma margem de erro de 4%. A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de José Almeida Ribeiro.

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