Quase metade das novas ambulâncias do INEM estão paradas por avarias

Cinco dos nove veículos inoperacionais têm avarias elétricas. Sete destas ambulâncias operavam na Região Norte, uma na zona de Lisboa e uma na Região do Algarve. O INEM já garantiu que os problemas serão resolvidos até ao final do mês

O INEM garantiu que os problemas elétricos detetados em nove ambulâncias de 20 entregues em abril estarão resolvidos até ao final de setembro.

De momento, há nove ambulâncias do INEM, das 20 viaturas novas entregues em abril ao Instituto Nacional de Emergência Médica, que estão paradas por causa de avarias, denuncia o Jornal de Notícias. As sirenes e as luzes de emergência desligam-se em andamento e a célula sanitária - o espaço onde é transportado o doente - fica às escuras e sem energia para alimentar dispositivos médicos, como o aspirador usado para desobstruir a via aérea ou os frigoríficos usados para guardar os medicamentos.

Segundo o JN, cinco dos nove veículos inoperacionais têm avarias elétricas, números confirmados pelo INEM ao jornal. Sete destas ambulâncias operavam na Região Norte, uma na zona de Lisboa e uma na Região do Algarve.

Neste momento, as cinco ambulâncias com avaria elétrica estão a ser revistas pela marca, a Iveco. O vice-presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, avançou ao JN que recebe diariamente queixas de avarias nas ambulâncias.

De acordo com o dirigente sindical, as ambulâncias com problemas estão a ser substituídos com veículos muito "desgastados", um dos quais - ao serviço no Porto - terá mais de 600 mil quilómetros de estrada.

Em declarações à TSF, Pedro Moreira, o presidente do mesmo sindicato considera a situação "grave": "É uma situação grave, porque temos um parque de ambulâncias envelhecido, degradado. O que é certo é que assistimos a uma renovação deficitária, insuficiente e mesmo essas ambulâncias que vêm apresentam diversas anomalias."

Por estes motivos, o INEM voltou a funcionar tal como funcionava no início do ano: "Não é aceitável. Existe um concurso público em que são definidos os critérios de transformação desses veículos e estas ambulâncias ficaram, a nossa ver, muito aquém dessas necessidades. Essas ambulâncias neste momento encontram-se paradas. Devido às anomalias, o INEM está a funcionar no modelo que estava desde o início do ano", denuncia Pedro Moreira.

Problemas elétricos nas novas ambulâncias do INEM resolvidos até final do mês

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) espera ter até final do mês resolvidos os problemas elétricos detetados em cinco das suas 20 ambulâncias novas, e garante que a segurança no transporte dos doentes não está em causa.

"Os meios que estamos a operar garantem todos os requisitos de segurança necessários para que o cidadão que é transportado seja tratado em segurança e com a qualidade necessária", disse à agência Lusa Pedro Lavinha, vogal do INEM

O responsável explicou as novas ambulâncias, adquiridas à empresa Iveco, estavam em perfeitas condições quando foram entregues ao INEM, mas que, com a utilização intensiva, foram detetados problemas elétricos em cinco delas e foram resolvidos pela empresa.

"Neste momento, o INEM está em todas as outras ambulâncias que tem da Iveco a proceder a essa avaliação e correção, explicou o responsável do INEM, sublinhando que a perspetiva da empresa é que o problema esteja completamente solucionado até final do mês.

Pedro Lavinha garante que a segurança do doente não está em causa e que as ambulâncias que estão a ser utilizadas em substituição, de forma temporária, "estão em condições perfeitamente adequadas" para operar pois têm todas as revisões e inspeções periódicas obrigatórias.

"Efetivamente têm mais quilómetros porque não são novas e estão de reserva para estas situações, mas estarão a temporariamente apenas a substituir as que estão a ser corrigidas", explicou, reforçando que estão "em perfeitas condições" para garantir a operacionalidade dos meios e a segurança no transporte dos doentes.

De acordo com o responsável, os problemas elétricos foram detetados em cinco das 20 novas ambulâncias.

Notícia atualizada às 11h59

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