Quatro mil farmacêuticos prontos para vacinarem nas farmácias

A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos afirma que tem estado em diálogo com a Task Force e está previsto que, assim que haja vacinas, estas possam ser administradas nas farmácias.

A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins, estranha as declarações do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), que, esta quarta-feira, defendeu que a vacinação contra a Covid-19 deve ser feita por profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"Não há necessidade de haver confusão e creio que as intervenções de ontem [feitas pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses], eventualmente, é por alguma confusão que tem que ser clarificada. Não há aqui nada que vá contra aquilo que é a vontade de todos nós: vacinar com rapidez", afirma a bastonária, ouvida pela TSF.

Ana Paula Martins explica que há cerca de 4 mil farmacêuticos aptos para vacinar e afirma que nunca esteve em cima da mesa a possibilidade de o fazerem nos serviços do SNS.

A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos sublinha que o processo de vacinação por farmacêuticos será sempre nas farmácias. "Não foi colocada nunca a questão de os farmacêuticos irem para centros de vacinação, os farmacêuticos fazem muita falta nas farmácias. Os que podem vacinar são cerca de 4 mil e, por isso, precisamos muito que as farmácias que um dia vierem a fazer parte da vacinação contra a Covid-19 tenham os seus farmacêuticos para fazer esse trabalho. O contexto de vacinação para os farmacêuticos é de farmácia comunitária ou hospitalar", esclarece.

"As farmácias estão em diálogo com a Task Force, no sentido de, quando forem necessárias e houver mais vacinas e estas se destinarem à população em geral, poderem ajudar a ganhar este tempo que precisamos", adianta.

O coordenador da Task Force para o plano de vacinação revelou que a segunda fase do processo vai ficar marcada pela ativação de centros de vacinação rápida, farmácias e um website para agendamento automático.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses manifestou-se, no entanto, contra a possibilidade de a vacinação ser alargada às farmácias, defendendo que o plano de imunização deve ser executado pelos profissionais do Serviço Nacional de Saúde.

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