Quatrocentos operacionais apoiam três concelhos do Baixo Mondego

Comandante Distrital de Operações de Socorro de Coimbra explicou que no terreno estão corporações de bombeiros dos distritos de Coimbra, Aveiro, Castelo Branco e Leiria.

Quatrocentos operacionais estão este sábado em três concelhos da região do Baixo Mondego a acudir a problemas causados pelo mau tempo, disse o Comandante Distrital de Operações de Socorro de Coimbra (CODIS).

Em conferência de imprensa, Carlos Luís Tavares explicou que no terreno estão corporações de bombeiros dos distritos de Coimbra, Aveiro, Castelo Branco e Leiria, com meios humanos e materiais, nomeadamente várias embarcações.

Colaboram ainda, com as demais autoridades, a GNR, a PSP, uma equipa de fuzileiros com 14 elementos, duas embarcações e dois drones, a Cruz Vermelha e uma equipa da Força Especial de Bombeiros. De acordo com o CODIS de Coimbra, as águas da bacia do Mondego registaram uma "subida muito forte" que obrigou a barragem da Aguieira "dentro daquilo que é as cotas de segurança, a fazer as suas descargas", num caudal do Mondego que cresceu também devido à barragem das Fronhas (no rio Alva, afluente do Mondego a montante da Agueira) e do rio Ceira, a jusante, que desagua junto a Coimbra.

"Tudo isto provocou um caudal de referência de cerca de 2.200 metros cúbicos por segundo (m3/s) no Açude-Ponte [de Coimbra]", frisou Carlos Luís Tavares, lembrando que a obra de regularização do rio, realizada no final da década de 1970 entre Coimbra e a Figueira da Foz "só comporta 2.000 m3/s". "Portanto, a incerteza e a segurança obrigou a tomar medidas de prevenção, nomeadamente de evacuação das populações mais expostas na margem esquerda do Mondego", aquela que a jusante [abaixo] do Açude Ponte é a mais "preocupante" para as autoridades, frisou Carlos Luís Tavares.

O CODIS de Coimbra atualizou os números de pessoas retiradas de casa ao longo do dia, que deverão ultrapassar as 250: em Montemor-o-Velho, nas localidades de Pereira, Santo Varão e Formoselha foram retiradas 204 pessoas, outras 12 em Soure e cerca de 30 na margem direita no concelho de Coimbra, município onde cerca das 20:00 ainda decorriam evacuações de localidades situadas numa faixa em linha reta de oito quilómetros entre Bencanta e Ameal, na margem esquerda do Mondego.

"Como disse, o objetivo destas evacuações foi preventivo, atendendo à incerteza da segurança da obra, ou seja, aquilo que as margens direita e esquerda poderiam aguentar", frisou o comandante operacional.

Carlos Luís Tavares confirmou ainda "um colapso" na margem direita do rio, na zona de Formoselha, numa extensão de cerca de 100 metros, que está a levar parte da água do canal principal do Mondego para os campos agrícolas da margem direita.

O mau tempo provocado pela depressão Elsa, entre quarta e sexta-feira, a que se juntou este sábado o impacto da depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

No balanço realizado às 13h00 deste sábado, a Proteção Civil indicou que a situação no rio Mondego é a mais preocupante, estando a decorrer evacuações para prevenir os efeitos de eventuais cedências de diques.

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