Rádio e grupo de teatro trazem radionovela de volta à antena na Lourinhã

A iniciativa faz parte da comemoração do dia mundial da rádio que se assinala a 13 de fevereiro.

A radionovela já foi um dos conteúdos com maior audiência nas rádios nacionais. Começou a perder força nos finais dos anos 70 quando apareceram as telenovelas.

Em jeito de comemoração do dia mundial da Rádio, que este sábado se assinala, a Rádio Clube da Lourinhã, em parceria com o grupo local de teatro T"AMAL, estreia este sábado "Duas irmãs, dois destinos". Uma radionovela que vai ter 14 episódios de cerca de 12 minutos cada, que permite, em pandemia, manter ativo este grupo de teatro, que trocou o palco pelos estúdios e assim também assinalar o Dia Mundial da Rádio.

Sem revelar muito do enredo da radionovela que estreia na Rádio Clube da Lourinhã e que se chama "Duas irmãs, dois destinos", Jorge Spatz do grupo de teatro T"AMAL (o Teatro da Associação Musical e Artística Lourinhanense) explica que esta foi também uma forma de manter a atividade do grupo em tempos de pandemia. "A radionovela teve os seus tempos áureos há alguns anos e perdeu o seu espaço devido às telenovelas, como o grupo está parado devido à situação atual, esta foi uma das formas de reativar a atividade do grupo", explica.

O primeiro episódio que estreia no Dia Mundial da Rádio faz parte de um conjunto de 14 e é parte da história que envolve duas irmãs. Para conhecer mais a história desta radionovela basta ouvir a reportagem áudio que juntamos a este texto.

A estreia é no Dia Mundial da Rádio, mas a continuação está adiada. Jorge Spatz, do T"AMAL, o Teatro da Associação Musical e Artística Lourinhanense, explica que a paragem nas gravações se deve ao facto de ter surgido a segunda fase de confinamento, portanto "logo que seja possível continuaremos a gravar e lançar em sequência a radionovela".

Até lá a história fica em suspense.

As primeiras gravações foram feitas em dois estúdios da Rádio Clube da Lourinhã, que, como conta Marisa Carvalho, aceitou o desafio desde o primeiro momento: "organizámo-nos para fazer as gravações em estúdio, que agora pararam porque ainda somos um número considerável e não reunimos as condições para estar a fazê-lo em estúdio", diz. Contudo, e apesar da pausa, Marisa Carvalho considera que o conteúdo já gravado era fundamental para mostrar no Dia Mundial da Rádio. E assim a rádio passa a ser o palco de "Duas irmãs, dois destinos".

Neste teatro, nesta novela, também a rádio assume um papel de destaque, abre-se o pano ou o microfone, para que Marisa Carvalho possa explicá-lo: "para além da gravação fica também a produção desta radionovela, compensada pelos sons feitos em estúdio pelos próprios atores, mas quando estamos a ouvi-los idealizamos os sons que completam e que permitem finalizar em beleza esta radionovela".

A radionovela era um formato de rádio comum nos anos 60 e 70 do século passado. Porquê trazê-lo de novo no século XXI? "Achámos que cabia que nem uma luva nestas celebrações, porque neste novo mundo da rádio encaixa bem. Não é um formato antigo, é um formato da rádio e cabe-nos a nós mantê-lo vivo, para continuar a fazer parte do presente e do futuro, ajustando-os, por exemplo, às redes sociais.

As radionovelas na Rádio Clube da Lourinhã podem não parar por aqui. Na calha, conta Jorge Spatz está a adaptação de uma peça de teatro que estava pronta para estrear em março do ano passado, no dia mundial do Teatro e que por causa da pandemia foi congelada.

A gravação e a produção da radionovela são da Rádio Clube da Lourinhã, a vida e o enredo chegam pelas vozes de nove atores e atrizes do Grupo de Teatro T"AMAL. "Duas Irmãs, Dois Destinos", a radionovela que pode ser acompanhada neste Dia Mundial do Teatro na Rádio Clube da Lourinhã, com três sessões: uma de manhã e duas à tarde.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de