Raparigas dominam letras e ciências. Rapazes destacam-se na matemática e TIC

Diferença entre géneros foi inferior à que se registou em 2009.

As raparigas superam significativamente os rapazes na área de Leitura, com uma diferença média de 30 pontos em todos os países da OCDE, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) 2018, o estudo internacional trienal que avalia a literacia dos alunos de 15 anos de idade no que toca a Leitura, Ciências e Matemática.

O cenário não foi diferente em Portugal, onde as raparigas têm, em média, mais 24 pontos do que os rapazes. No entanto, a diferença foi inferior à que se constatou em 2009, que era de 38 pontos.

No domínio da Matemática, os rapazes superaram as raparigas em nove pontos, mais quatro que a média da OCDE. Já na área de Ciências, na OCDE as raparigas superaram os rapazes ligeiramente, por uma média de apenas dois pontos. Em território luso, nesta área, não há diferenças entre géneros.

Entre os estudantes com melhores níveis de desempenho em Matemática ou Ciências em Portugal, cerca de um em cada dois rapazes espera trabalhar como engenheiro aos 30 anos, enquanto apenas uma em cada sete raparigas espera fazê-lo.

No que toca às profissões relacionadas com saúde, menos de uma em cada duas meninas com boas notas espera trabalhar nessa área, enquanto cerca de um em cada sete rapazes com elevados níveis de desempenho espera fazê-lo. Nas TIC a desigualdade mantém-se. Cerca de 6% dos rapazes espera trabalhar em profissões relacionadas com as Tecnologias da Informação e Comunicação perante apenas 1% das raparigas.

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