Reabertura do aeródromo de Vila Real prevista para meados de dezembro

Pista está encerrada ao tráfego de aviões desde julho desde 2019, depois de ter sido detetado risco de abatimento.

A Câmara de Vila Real prevê que o aeródromo municipal reabra até meados do próximo mês de dezembro. A pista está interdita à aterragem de aviões há quase dois anos e meio, depois de ter sido detetado risco de abatimento, devido a uma linha de água que corria por baixo.

O aeródromo de Vila Real era, entre os cinco da carreira aérea que liga Bragança-Vila Real-Viseu-Cascais-Portimão, aquele onde, antes de ter encerrado, entravam e saíam mais passageiros. Médicos, professores e empresários eram os que mais a utilizavam.

A pista foi interdita a aviões, em julho de 2019, devido aos problemas detetados na pista. Seguiram-se estudos, projetos e muitas datas para a reabertura. As obras de correção e pavimentação foram feitas ao longo dos últimos meses. Os testes e as inspeções necessárias estão a decorrer, pelo que, de acordo com o vereador com o pelouro da Proteção Civil na Câmara de Vila Real, Carlos Silva, "o mais tardar na primeira ou segunda semana de setembro espera-se que tudo esteja operacional". Da parte da autarquia, assegura, "até ao final de novembro a pista deve estar em condições de voltar a receber a carreira aérea".

Muita procura

A pista do aeródromo foi toda reparada numa extensão de 250 a 300 metros. Foram compostas as fissuras e resolvidos os problemas de drenagem, o que representou um investimento de 400 mil euros. As obras foram mais demoradas devido à dificuldade de obtenção de materiais de construção e de angariação de mão de obra.

Carlos Silva admite que o processo poderia ter sido mais célere, até porque o aeródromo é "importante para a cidade, para o concelho de Vila Real e para toda a região" de Trás-os-Montes. "É uma forma de estarmos mais próximos de Lisboa", realça, notando que a linha "tem muita procura de pessoas que necessitam de ter contactos diários com o poder central".

"É melhor tarde que nunca", comenta por seu lado Pedro Leal, presidente da SevenAir, a empresa que detém a carreira aérea Bragança-Vila Real-Viseu-Tires-Portimão até 2023, esperando que as promessas não se percam no tempo. Apesar de estar quase a entrar no período de inverno, em que a empresa apenas faz uma viagem em cada sentido, "melhor ter a pista aberta do que fechada".

Vila Real tem o aeródromo "onde embarca mais gente" em toda a carreira. "Com Vila Real a ocupação é de 86% e sem este aeródromo é de 45%", refere Pedro Leal. O avião tem capacidade para 18 passageiros.

O edifício onde funcionam os serviços do aeródromo de Vila Real, "já devia ter sido intervencionado há mais de 20 anos". É a convicção do presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, pois "já não corresponde às exigências do século XXI para albergar Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR, uma sala de entrada e saída de passageiros e um dispositivo de combate a incêndios florestais".

Proteção Civil do Norte em Vila Real

As obras na pista do aeródromo de Vila Real foram aproveitadas para dar andamento a um projeto mais ambicioso, que importa em mais de 2,5 milhões de euros, e que envolve a construção de um novo hangar de entrada e saída de passageiros, bem como a instalação do centro de Proteção Civil do Norte, da Comunidade Intermunicipal do Douro e também municipal. "É a partir de Vila Real que será feita a operação de combate a incêndios florestais com meios aéreos", destaca o presidente a autarquia vila-realense, Rui Santos. "Isto implicará mais meios e mais profissionais".

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