Reclamações por tempos de espera no SNS diminuem em ano de pandemia

Número de queixas devido à espera para consultas e cirurgias caiu cerca de 23%.

O relatório da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) relativo a 2020 sobre os tempos de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS) ainda não está terminado, mas já é possível concluir que, em ano de pandemia, o número de reclamações baixou.

Os utentes do Serviço Nacional de Saúde apresentaram, no último ano, menos queixas quanto ao tempo de espera para a realização de consultas e de cirurgias do que nos dois anos anteriores.

Em 2018, houve 4000 reclamações, foram 4500 em 2019, e, em 2020, o número baixou para menos de 3700 - um decréscimo de cerca de 23%.

A Entidade Reguladora da Saúde adianta à TSF que, apesar de ter havido uma análise adicional de cerca de mil reclamações, nenhuma resultou, no entanto, em qualquer sanção.

No portal dos tempos médios de espera da saúde, de acesso público, verifica-se que na lista de espera dos inscritos para cirurgia constam mais de 210 mil pessoas, das quais 52 mil aguardam uma intervenção cirúrgica há mais de um ano.

À espera de vaga para uma consulta há mais de nove meses estão perto de 74 mil utentes e 44% dos inscritos para consultas já deviam ter sido atendidos, de acordo com os critérios fixados pela portaria que define os tempos máximos de espera.

O Ministério da Saúde reconhece que a pandemia obrigou a um adiamento tanto de consultas como de cirurgias, mas garante que isso não teve qualquer efeito na contagem dos tempos máximos de resposta garantidos, que estão fixados na lei.

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