Reforço de medidas tornou possível regresso dos 2.º e 3.º ciclos

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, disse que "com testagem, com vacinação, com todas as regras que temos de cumprir nas escolas, pudemos dar mais este passo".

O ministro da Educação considerou esta segunda-feira que a reabertura dos 2.º e 3.º ciclos é mais um passo tornado possível pelo reforço de medidas de segurança, num caminho com destino no desconfinamento do ensino secundário.

"Com testagem, com vacinação, com todas as regras que temos de cumprir nas escolas, pudemos dar mais este passo", disse em declarações aos jornalistas no final de uma visita à Escola Básica Francisco Arruda, em Lisboa.

No dia em que as escolas dos 2.º e 3.º ciclos voltam a abrir portas, o governante reiterou que o plano de desconfinamento, no âmbito da pandemia de Covid-19, é composto por várias etapas e que só é possível avançar para a seguinte quando a anterior estiver "cumprida plenamente".

"O que queremos é que entre todos possamos trabalhar para efetivamente dar cada um dos passos de forma firma e, acima de tudo, para no dia 19 podermos pensar em continuar com o nosso plano", afirmou o ministro, recordando que o desconfinamento do ensino fica concluído com a reabertura das escolas secundárias.

Tiago Brandão Rodrigues deixou também uma mensagem de agradecimento aos profissionais do ensino, pelo trabalho que têm desenvolvido no último ano, e sobretudo nos últimos meses, sublinhando também aquele que têm pela frente.

"Acima de tudo, o trabalho que farão neste 3.º período para que possamos efetivamente ter aprendizagens significativas para cumprirmos aquilo que querermos: que pedagogicamente estas crianças possam dar o salto", explicou.

Na Francisco Arruda, o primeiro dia do 3.º período foi marcado pela visita do ministro da Educação e do Presidente da República, que durante quase duas horas percorreram os corredores daquela escola e conheceram algumas das 24 turmas que regressaram hoje ao presencial.

A alegria das crianças por estarem de volta misturava-se com o entusiasmo por receberem o ministro e o chefe de Estado, que aproveitou a visita para matar as saudades das aulas e vestir o papel de professor por breves momentos em cada sala em que entrava.

O regresso dos 2.º e 3.º ciclos ao ensino presencial é uma das medidas da segunda fase do processo de desconfinamento do Governo, e vai ser acompanhado por mais uma ronda de campanha de rastreio nas escolas.

Ao longo da semana, serão testados à Covid-19 todos os cerca de 150 mil professores e funcionários dessas escolas que voltaram hoje a abrir portas, do setor público e privado.

Na Escola Básica Francisco Arruda, enquanto o ministro da Educação e o Presidente da República viam como estava a correr o primeiro dia, decorria na sala polivalente a testagem dos mais de 60 docentes e não-docentes daquele estabelecimento de ensino.

Os profissionais do pré-escolar e 1.º ciclo que já realizaram um primeiro teste de diagnóstico há duas semanas também vão voltar a ser testados durante esta semana, mas apenas nos concelhos com um nível de incidência de casos positivos acima de 120/100 mil habitantes.

Os estabelecimentos de ensino encerraram em 22 de janeiro, na sequência do agravamento da situação epidemiológica em Portugal, e as crianças só no dia 15 de março puderam começar a voltar à escola.

Primeiro, reabriram os estabelecimentos do pré-escolar e do 1.º ciclo e hoje foi a vez dos 2.º e 3.º ciclos. O plano de desconfinamento do Governo prevê o regresso dos alunos do secundário no dia 19 de abril.

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