Reforço nos incêndios? Autoridades estão disponíveis, mas faltam efetivos

GNR e PSP alertam para situações em que o serviço rotineiro pode ser prejudicado.

O vice-presidente Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda acredita que a GNR vai dar o melhor numa eventual situação de emergência, mas avisa que o problema de falta de efetivos se mantém.

Em declarações à TSF, Adolfo Clérigo lembra que é nas situações de alerta que é mais visível a falta de meios.

"Se houver uma necessidade extrema os efetivos não vão nascer no mesmo dia, têm de cá estar já, os homens que cá estão prestam serviço todos os dias aos portugueses hão de, hoje, neste período crítico e nos outros períodos que não vêm na comunicação social, dar o melhor na defesa dos nossos concidadãos", garantiu o responsável.

Adolfo Clérigo considera que "se calhar alguém deveria ter-se preocupado se tem os efetivos suficientes para as necessidades que possam vir a aparecer" e também "alguém já devia ter feito as contas e perceber quantos militares faltam na GNR".

"Ter esta gente toda disponível imediatamente para qualquer circunstância de extrema necessidade e não ter preocupação rigorosamente nenhuma com o pagamento de uma hora extra a estes efetivos é de uma facilidade de gestão extraordinária. Como é que se motiva um funcionário quando se pode levantar a meio da noite e arrancar para um sítio qualquer onde seja necessário, voltando quando for possível, com a garantia de que não vai receber rigorosamente mais nada?", questionou o vice-presidente da associação.

"Polícias ainda não são robôs"

Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, tem a mesma opinião e refere que os "polícias ainda não são robôs".

"Se eventualmente houvesse uma necessidade imperiosa do pessoal avançar iria criar alguns problemas, porque tendo em conta a falta de efetivos que nós temos era impossível numa situação como aconteceu há alguns anos ou os elementos avançavam para um lado ou para o outro", explicou o responsável.

O sindicalista recorda ainda que há "situações em que se um elemento por razões de saúde não poder ir trabalhar, fecham-se esquadras".

"Se o serviço rotineiro está em causa, imagine o que são as exceções", reiterou.

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