Registados 900 casos de violência na saúde até setembro de 2019. Tantos quanto em 2018

Os números mais recentes são avançados pela ministra da Saúde, Marta Temido, à TSF e ao DN. A violência verbal é a mais comum e os enfermeiros são os profissionais mais afetados.

Nos primeiros nove meses do ano passado registaram-se tantos casos de violência contra profissionais de saúde como em todo o ano de 2018. Foram 900 ao todo, sendo a maioria deles, violência verbal contra médicos, enfermeiros e outros profissionais. Os números, avançados por Marta Temido à TSF e ao DN, mostram uma tendência de subida nos últimos anos - em 2017 registaram-se 600 casos. A ministra confirma ainda que "o principal grupo visado é o dos enfermeiros".

Marta Temido reage ainda às críticas de alguns profissionais de saúde que acusam de ir pouco ao terreno. A governante garante que tem "essa preocupação constante de estar perto dos profissionais de saúde" e que tem procurado "corrigir" muitas das situações que são diariamente relatadas na comunicação social.

Esta semana a Ordem dos Médicos recomendou aos seus membros que se recusem a trabalhar, sempre que considerarem que não estão reunidas as condições de segurança devidas. Marta Temido subscreve o apelo da Ordem e "acompanha" essa preocupação.

Hospital de Setúbal desmente médico

Esta sexta-feira, o Jornal de Notícias avança que dois médicos do hospital de Setúbal foram agredidos fisicamente por um paciente no último dia do ano. A administração desta unidade hospitalar veio entretanto desmentir que tenha havido violência física e confirma apenas agressões verbais.

Num curto comunicado, a unidade de saúde afasta a tese de sequestro de um casal de médicos avançada pelo Jornal de Notícias, e frisa que "um doente que aguardava ser atendido no Serviço de Urgência Geral, exaltou-se verbalmente, contudo a situação foi resolvida pelos profissionais que se encontravam de serviço, sem registo de agressão aos profissionais".

A versão do paciente é de que terá sido empurrado, e a PSP relatou ter forçado a entrada no gabinete.

"Um doente que aguardava ser atendido no Serviço de Urgência Geral exaltou-se verbalmente, contudo a situação foi resolvida pelos profissionais que se encontravam de serviço, sem registo de agressão", referiu, em comunicado, o Centro Hospitalar de Setúbal, que integra o Hospital de São Bernardo.

Este é o segundo caso de violência física contra profissionais de saúde.

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